A Meta fechou um acordo com Mark Zuckerberg para o ajudar a financiar um possível imposto sobre a riqueza na Califórnia, direcionado a bilionários. A empresa de redes sociais revelou na noite de quarta-feira (21) que o acordo manterá seu diretor executivo morando na Califórnia, onde fica a sede da Meta. Zuckerberg receberá novas ações que poderão ser vendidas para potencialmente pagar uma conta de impostos bilionária, caso a Califórnia aprove um imposto único sobre bilionários. Em t

A Meta fechou um acordo com Mark Zuckerberg para o ajudar a financiar um possível imposto sobre a riqueza na Califórnia, direcionado a bilionários. A empresa de redes sociais revelou na noite de quarta-feira (21) que o acordo manterá seu diretor executivo morando na Califórnia, onde fica a sede da Meta. Zuckerberg receberá novas ações que poderão ser vendidas para potencialmente pagar uma conta de impostos bilionária, caso a Califórnia aprove um imposto único sobre bilionários. Em troca, ele se compromete a permanecer residente do estado, ou de qualquer outro local onde a Meta mantenha sua base, por oito anos. Os californianos votarão no início do próximo mês sobre a Proposta 40, um imposto único de 5% sobre os cerca de 250 bilionários que vivem no estado O empresário, cuja fortuna é estimada em US$ 239 bilhões pela Forbes, disse à Meta que estava considerando mudar sua residência principal para outro lugar, pois a proposta poderia expô-lo a uma enorme obrigação tributária, potencialmente forçando-o a vender ações com direito a voto para pagar. Em resposta, a Meta está criando uma nova classe de ações sem direito a voto por meio de um desdobramento de ações na proporção de dois para um para todos os acionistas existentes. Isso permitirá que Zuckerberg venda algumas dessas novas ações da classe C para pagar uma possível conta de impostos, sem diluir seu controle da empresa. Pesquisas recentes mostram que a Proposta 40 ainda não obteve o apoio da maioria dos eleitores. Bilionários da área de tecnologia têm investido pesado para combater a medida , incluindo o cofundador do Google, Sergey Brin, o cofundador da Palantir, Peter Thiel, e o ex-CEO do Google, Eric Schmidt. Facebook, Instagram e WhatsApp são redes sociais da Meta Marcello Casal jr/Agência Brasil A Meta também reportou um aumento de 26% na receita do último trimestre, atingindo US$ 64,6 bilhões, superando as expectativas de US$ 63,3 bilhões. No entanto, o lucro caiu 37%, para US$ 13 bilhões, impactado por uma baixa contábil de US$ 9,9 bilhões relacionada ao processo judicial movido pela Meta por falhas na proteção infantil e no combate ao vício em redes sociais . Em um outro caso, na quarta-feira, um juiz do Novo México ordenou que a Meta pagasse US$ 25 bilhões após um julgamento que concluiu que a empresa enganou o público sobre como lidava com os dados dos usuários do Facebook. A Meta também revelou que reduziu seu quadro de funcionários para 66.775 no final de setembro, 15% a menos do que no ano anterior.
Fonte: cbn.globo.com