Cotada para assumir um cargo de destaque em um eventual governo Flávio Bolsonaro, a economista afirma que arrumar as contas públicas é só o começo
Daniella Marques, uma das coordenadoras do programa econômico do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), criticou duramente os resultados do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que concorre à reeleição. Segundo Marques, o modelo econômico da gestão petista, baseado no aumento de gastos e em medidas populistas para incentivar o consumo, entrou em colapso e se sustenta às custas de uma crescente carga tributária. Como consequência, a economista recordou que Lula criou ou aumentou mais de 30 impostos em sua gestão “para pagar uma conta gigante em Brasília”.
“Ninguém aguenta mais sustentar Brasília”, afirmou ao participar de um evento promovido nesta terça-feira, 13, pela Confederação das Associações Comerciais do Brasil no Clube Monte Líbano em São Paulo. Um dos efeitos da gastança lulista, segundo Marques, é a pressão inflacionária que força o Banco Central a manter a taxa básica de juros, a Selic, em um dos patamares mais elevados do mundo. Com o encarecimento do capital, a economista acrescentou que mais de 6.000 empresas encontram-se atualmente em recuperação judicial ou extrajudicial.
Marques, que é cotada para assumir um cargo de destaque na Esplanada dos Ministérios de um eventual governo Flávio Bolsonaro, disse ainda que “não há outro caminho que não seja o de expandir a produtividade, tirar o Estado do cangote de quem produz riqueza e o Brasil parar de sustentar Brasília”.
“Nosso plano é muito simples”, afirmou. “Botar as contas no lugar, tirar o Brasil do vermelho, dar um choque de produtividade e principalmente reduzir o custo-Brasil.” Ex-presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo de Jair Bolsonaro, Marques também sublinhou a necessidade de criar “uma agenda forte de mobilidade social” para que os brasileiros “saiam dessa prisão assistencialista e voltem a ter prosperidade”.
Fonte: veja.abril.com.br