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O único estado onde há maioria da esquerda na Assembleia Legislativa

Levantamento de VEJA mostra que partidos de direita dominam 26 das 27 assembleias estaduais

Apenas o Ceará tem maioria de deputados estaduais vinculados a partidos de esquerda na Assembleia Legislativa, enquanto nos outros 26 estados a direita reúne a maior parte das cadeiras. O cenário é resultado do avanço das forças conservadoras nas eleições de 2026, segundo levantamento do núcleo de dados de VEJA apresentado no programa VEJA em Foco, comandado por Marcela Rahal. Em entrevista à apresentadora, o cientista político Fábio Vasconcellos analisou a distribuição das bancadas e destacou o crescimento da extrema direita nos legislativos estaduais. (este texto é um resumo do vídeo acima)

De acordo com o levantamento, em dez estados a direita ocupa entre 50% e 75% das cadeiras. Em outros 16, a proporção supera 75%. O Amazonas aparece como um dos casos mais expressivos desse movimento, com aproximadamente 91% a 92% das vagas ocupadas por deputados de partidos de direita.

Como a direita conquistou espaço nas assembleias?

Para Vasconcellos, os resultados estaduais acompanham uma tendência observada também na disputa presidencial e nas eleições para os governos estaduais. A presença majoritária da direita nos parlamentos amplia sua capacidade de votar projetos de lei e fiscalizar a atuação dos governadores.

O cientista político destacou que a distribuição das bancadas não é homogênea, mas que o predomínio da direita se tornou uma característica generalizada do mapa político estadual. O Ceará é a única exceção identificada pelo levantamento, com maioria de parlamentares de partidos do campo da esquerda.

Qual é o peso da extrema direita nesse avanço?

A análise apresentada por VEJA também separou os partidos de direita daqueles classificados como de extrema direita segundo critérios utilizados pela ciência política brasileira. Nesse recorte, foram eleitos 379 deputados estaduais de legendas da extrema direita, o equivalente a aproximadamente 36% do total de parlamentares eleitos em 2026.

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Em cinco estados Tocantins, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Acre e Roraima , os partidos classificados nesse campo político conquistaram maioria nas respectivas assembleias. Segundo Vasconcellos, o crescimento dessas legendas contribuiu diretamente para a predominância mais ampla da direita nos legislativos estaduais.

O avanço da extrema direita ocorreu em todos os estados?

Apesar do crescimento nacional, o movimento apresenta diferenças regionais. Vasconcellos ressaltou que o número de cadeiras ocupadas pela extrema direita não aumentou em todas as unidades da Federação na comparação com 2022.

De acordo com os dados apresentados, 16 estados registraram aumento expressivo da representação dessas legendas. Mato Grosso do Sul teve crescimento de 140% no número de cadeiras, enquanto o Rio Grande do Norte registrou alta de 80%.

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Em sentido contrário, houve redução na representação da extrema direita em estados como Amazonas, Bahia, Tocantins e Goiás. O resultado, segundo o cientista político, revela comportamentos distintos entre as regiões e impede que o avanço seja interpretado como um fenômeno uniforme em todo o país.

A combinação dos dados mostra duas tendências relacionadas, mas distintas: a predominância da direita na maior parte das assembleias e o avanço específico dos partidos de extrema direita em parte dos estados. Embora esses movimentos se sobreponham, as variações regionais indicam que o crescimento não ocorreu com a mesma intensidade em todo o território nacional.

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VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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Fonte: veja.abril.com.br

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