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Quem é Pedro Alliana, que deve assumir a Presidência do Paraguai após renúncia de Peña

Político de 52 anos também foi alvo de um pedido de impeachment, rejeitado pelo Congresso, em meio à crise bancária no país

O vice-presidente do Paraguai, Pedro Alliana, deve assumir a Presidência do país após a renúncia de Santiago Peña, anunciada nesta quinta-feira, 5, em meio à crise política desencadeada pelo colapso do banco digital Ueno. O pedido de impeachment apresentado contra Alliana foi rejeitado pelo Congresso, abrindo caminho para que ele suceda o antigo companheiro de chapa.

Aos 52 anos, Alliana é integrante do Partido Colorado (Associação Nacional Republicana), legenda historicamente dominante na política paraguaia e a mesma de Peña. Natural de Pilar, no departamento de Ñeembucú, ele é casado e pai de quatro filhos.

Antes de ingressar na política, trabalhou no comércio e chegou a integrar a seleção paraguaia de basquete, participando de competições nacionais. É formado em Relações Internacionais pela Universidade San Sebastián.

A Constituição do Paraguai prevê que Alliana assuma o governo em caso de renúncia do presidente. Com a saída de Peña, ele deverá completar o mandato iniciado em 2023, que se estende até agosto de 2028.

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Trajetória política

A carreira política de Alliana começou em sua região natal. Em 2008, foi eleito governador de Ñeembucú, cargo que ocupou até 2012. No ano seguinte, chegou à Câmara dos Deputados, onde permaneceu por dez anos. Nesse período, presidiu a Casa em diferentes momentos e liderou a bancada do Partido Colorado.

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A proximidade com a cúpula da legenda foi decisiva para sua projeção nacional. Em abril deste ano, Alliana anunciou sua pré-candidatura à Presidência nas eleições de 2028, com o apoio de Peña e de Horacio Cartes, ex-presidente do país e principal liderança do Partido Colorado.

A ascensão, porém, foi atravessada pela crise que levou à renúncia de seu companheiro de chapa. Alliana também foi alvo de um pedido de impeachment apresentado em meio às acusações envolvendo o Ueno Bank, mas a iniciativa contra ele foi rejeitada pelo Congresso.

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Crise bancária

A turbulência começou após a intervenção do Banco Central do Paraguai no Ueno Bank, que apresentou problemas de solvência. A instituição, que tinha cerca de 3 milhões de clientes e administrava aproximadamente 850 milhões de dólares em recursos públicos, deixou milhares de correntistas sem acesso às próprias contas.

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Peña passou a ser pressionado por sua ligação anterior com o grupo empresarial que controlava o banco. O presidente havia sido acionista da holding até março de 2025. Parlamentares da oposição o acusaram de conflito de interesses, uso indevido de recursos de fundos previdenciários e tentativa de encobrir irregularidades na instituição. As acusações são investigadas pelas autoridades paraguaias.

A crise ganhou força com protestos de clientes e o afastamento de aliados políticos de Peña, inclusive dentro do próprio Partido Colorado. Diante da pressão, o presidente anunciou a renúncia em um pronunciamento divulgado nas redes sociais. Disse ter tomado a decisão para preservar a estabilidade do país, a paz social e as instituições democráticas.

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Fonte: veja.abril.com.br

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