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Quem foi Ciara Mageean, referência no atletismo europeu, que morreu aos 34 anos

Ela havia sido diagnosticada com câncer no intestino em julho do ano passado e compartilhava publicamente sua trajetória de tratamento

Referência no atletismo europeu e mundial, Ciara Mageean (19922026) foi uma corredora irlandesa de meio-fundo, especializada nos 1.500 metros rasos. A atleta morreu no domingo, 1º, aos 34 anos de idade. Ela havia sido diagnosticada com câncer no intestino em julho do ano passado e compartilhava publicamente sua trajetória de tratamento, recebendo homenagens de entidades internacionais do esporte e do Comitê Olímpico Irlandês por sua perseverança e impacto dentro e fora das pistas.

Embora não tenha se destacado como atleta olímpica, Mageean deixou sua marca nos campeonatos europeus e mundiais. Tornou-se uma das maiores referências do atletismo irlandês ao longo das décadas de 2010 e 2020, quebrando marcas históricas do país nos 800 metros, 1.500 metros e na milha.

O ápice de sua carreira ocorreu em junho de 2024, quando conquistou a medalha de ouro nos 1.500 metros no Campeonato Europeu de Atletismo em Roma, superando as adversárias em uma arrancada final histórica. Ela havia sido medalhista de prata no Europeu de Munique (2022) e de bronze em Amsterdã (2016), além de prata nos Jogos da Commonwealth de 2022, representando a Irlanda do Norte.

Ciara Mageean representou a Irlanda nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (2016) e de Tóquio (2020/2021). No Rio, competiu nos 1.500 metros e avançou até as semifinais, terminando em 11º lugar na sua bateria (não se classificou para a final). Em Tóquio 2020, realizado em 2021, não avançou da primeira rodada (eliminatórias) dos 1.500 metros, ficando em 10º na sua série após ter sofrido com problemas físicos na preparação.

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Já em Paris 2024, conquistou o índice e era uma das principais esperanças de final para a Irlanda (especialmente após o ouro europeu semanas antes), mas precisou desistir da competição antes da estreia devido a uma lesão crônica no tendão de Aquiles.

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Fonte: veja.abril.com.br

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