Ex-aluno de 15 anos entrou na escola e atacou três funcionários com 'um objeto cortante' antes de ser detido pelo diretor
Um ex-aluno de 15 anos matou uma pessoa e feriu outras duas na escola John-Paul II, no nordeste da Polônia, nesta quinta-feira, 8, informou a polícia local. O ataque ocorreu em Leszczydó-Nowiny, a cerca de 50 km da capital Varsóvia, e marcou segundo dia seguido em que o país europeu registrou um ataque desse tipo.
Segundo as autoridades, o ex-aluno entrou na escola por volta das 9h (horário local) e atacou três funcionários com “um objeto cortante”. Uma mulher de 37 anos, que trabalhava na manutenção da escola, não resistiu aos ferimentos.
Em entrevista à emissora pública Polskie Radio RDC, o diretor da instituição, Krzysztof Ochmanski, relatou que ouviu um grito e correu até o corredor, onde foi atingido pelo adolescente. “Ele me feriu com a lâmina de uma faca bastante longa tinha três facas com ele e me golpeou com o cabo”, afirmou. Ochmanski conseguiu imobilizar o jovem até a chegada das autoridades.
Segundo uma porta-voz do Ministério do Interior, o suspeito estudava anteriormente na instituição atacada e hoje frequenta uma escola profissionalizante. A motivação do ataque ainda é desconhecida.
O episódio ocorreu um dia depois de outro ataque a faca em uma escola na cidade de Ostroka, também no nordeste da Polônia. Na quarta-feira, 7, um jovem de 19 anos feriu dez pessoas, incluindo ele próprio, antes de ser detido pela polícia.
Também na quarta-feira, as autoridades prenderam um adolescente de 17 anos em Sierpc, no centro-norte do país, suspeito de planejar um ataque semelhante. De acordo com o ministro do Interior, Marcin Kierwiski, buscas realizadas em dispositivos eletrônicos do jovem revelaram pesquisas sobre como organizar uma ação violenta e dois facões foram encontrados em sua mochila.
Em meio à onda de ataques, o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, convocou uma reunião de emergência. A polícia também manifestou preocupação com o envolvimento de adolescentes cada vez mais jovens em crimes violentos.
Fonte: veja.abril.com.br