A Secretaria de Patrimônio da União decidiu acionar a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União para investigar possíveis irregularidades na transferência de uma ilha em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, para uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz. O caso envolve uma disputa pelo imóvel entre o advogado, o senador Flávio Bolsonaro e o jogador de futebol Richarlison. De acordo com documentos obtidos pela TV Globo, a atual gestão da secretaria identificou pontos que precisam

A Secretaria de Patrimônio da União decidiu acionar a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União para investigar possíveis irregularidades na transferência de uma ilha em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, para uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz. O caso envolve uma disputa pelo imóvel entre o advogado, o senador Flávio Bolsonaro e o jogador de futebol Richarlison. De acordo com documentos obtidos pela TV Globo, a atual gestão da secretaria identificou pontos que precisam ser investigados no processo de transferência, realizado em 2022. Um dos principais questionamentos é a rapidez da tramitação. A empresa que vendeu o imóvel a Willer Tomaz pediu uma Certidão de Autorização para Transferência, conhecida como CAT, às 11h33 do dia 11 de julho de 2022. O documento foi emitido apenas uma hora e 40 minutos depois. No pedido, a empresa alegou urgência e afirmou que o sistema não permitia a emissão da certidão. Por isso, solicitou que o documento fosse produzido manualmente. A secretaria também questionou o fato de a transferência ter sido autorizada com base em uma decisão judicial que não foi anexada integralmente ao processo administrativo. Além da Polícia Federal e da CGU, a SPU acionou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, o Ibama, para investigar denúncias de crimes ambientais na ilha. A disputa pelo imóvel começou depois que Richarlison pagou 10 milhões de reais pela mansão aos antigos moradores. Após a compra, o jogador procurou a Secretaria de Patrimônio da União para regularizar a ocupação da propriedade. O pedido foi apresentado em setembro de 2021, por meio da empresa Sport 70, ligada ao atacante. Segundo a atual gestão da secretaria, porém, a regularização não foi concluída. Nesse período, Willer Tomaz entrou na disputa. O advogado afirma que os antigos moradores não eram os proprietários do imóvel e que comprou a mansão de uma empresa que já tinha o registro da propriedade. A autorização para transferir o imóvel à empresa WT Administração, ligada ao advogado, foi emitida em julho de 2022. Richarlison acusa Willer Tomaz e o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, de terem se unido para retirar seus direitos sobre a mansão, depois que ele se recusou a vender o imóvel ao parlamentar.
Fonte: cbn.globo.com