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Vídeo mostra PMs atirando ao menos 24 vezes contra homem caído no chão em SP

Um vídeo gravado por testemunhas mostra policiais militares atirando pelo menos 24 vezes contra um homem caído no chão durante uma abordagem na Vila Dionísia, na Zona Norte da cidade de São Paulo. O caso aconteceu na na madrugada do dia três de outubro, e é investigado pela polícia. As imagens, obtidas pela TV Globo, mostram Antonio Nunes Batista, de 40 anos, sendo atingido primeiro por uma arma de choque. Ele cai no asfalto e os agentes começam a disparar. O boletim de ocorrência apon

Um vídeo gravado por testemunhas mostra policiais militares atirando pelo menos 24 vezes contra um homem caído no chão durante uma abordagem na Vila Dionísia, na Zona Norte da cidade de São Paulo. O caso aconteceu na na madrugada do dia três de outubro, e é investigado pela polícia.
As imagens, obtidas pela TV Globo, mostram Antonio Nunes Batista, de 40 anos, sendo atingido primeiro por uma arma de choque. Ele cai no asfalto e os agentes começam a disparar.
O boletim de ocorrência aponta que os policiais patrulhavam a região por volta de uma hora da manhã quando encontraram Antonio em aparente estado de surto.
Segundo os agentes, o homem estava armado com uma faca e uma barra de ferro e ameaçava pedestres. Os policiais disseram que apenas o uso da arma de choque não foi suficiente para contê-lo. Ainda segundo o boletim, nenhum dos três policiais envolvidos utilizava câmeras corporais.
Antonio chegou a ser socorrido e levado a uma Unidade de Pronto Atendimento, mas a morte foi constatada no local.
O registro policial mostra que os peritos recolheram munição, cartuchos, uma faca e um garfo de churrasco danificado, mas não aponta a presença de uma barra de ferro entre os itens apreendidos.
A Secretaria da Segurança Pública informou que os agentes foram afastados preventivamente das atividades operacionais.
O caso veio à tona dois dias após um episódio em que quatro policiais mataram Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, com 27 tiros, em Moema, na Zona Sul da capital paulista. Nessa ocasião, os militares disseram ter confundido o celular da vítima com uma arma de fogo. Eles foram afastados da corporação, e o caso também é investigado.
Familiares contaram aos investigadores que Gustavo lutava contra dependência química e tomava antidepressivos desde o ano passado.
A família do jovem não concedeu entrevistas. Eguinaldo Ferreira, vizinho da mãe da vítima, afirmou à TV Globo que conhecia o rapaz desde a infância e que o jovem era prestativo:
"É um moleque bom, um moleque gente boa. Sempre eu precisava dele arrumar a bicicleta da minha filha. Ele sempre me ligava e dizia que eu estava tão bem. Aí falou, agora eu estou na casa da minha mãe. Eu falei, parabéns Gustavo, graças a Deus você está na casa da sua mãe agora. Mas é um menino bom, ele cuidava de cachorro, depois ele trabalhava no hospital."
A Secretaria da Segurança afirmou que não tolera desvios de conduta dos agentes e que, caso sejam constatadas irregularidades, os policiais serão punidos.

Fonte: cbn.globo.com

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