O que é a armadilha de Tucídides, citada por Xi Jinping para falar da relação entre EUA e China?
O presidente da China, Xi Jinping, usou o famoso termo das Relações Internacionais 'Armadilha de Tucídides' nesta quinta-feira (14) para falar da relação entre o país e os Estados Unidos. Ele questionou Donald Trump destacando que os pessoas precisam superar essa 'armadilha' e criar um novo modelo. 'Podemos enfrentar juntos os desafios globais e oferecer mais estabilidade ao mundo? Podemos, em nome do bem-estar dos nossos dois povos e do futuro da humanidade, construir juntos um futuro mais brilhante para nossas relações bilaterais?', questionou. Xi afirmou que o mundo olha com atenção a conversa entre os dois presidentes. Mas o que é a Armadilha de Tucídides? Estátua de historiador Tucídides. Reprodução A Armadilha de Tucídides foi um conceito criado que se popularizou pelo cientista político Graham T. Allison ao relacionar o 'duelo' entre a China e os Estados Unidos com a guerra de Peloponeso, entre Atenas e Esparta. O termo faz relação ao historiador ateniense Tucídides, que fez a descrição do conflito. Segundo as relações internacionais, o conceito descreve uma guerra que ocorre quando uma potência que está emergente ameaça uma potência grande, já estabelecida como a mais forte. Dessa forma, seria como se a ameaça chinesa representasse uma possibilidade de guerra. No conflito na Grécia Antiga, Atenas passa a crescer cada vez e vira uma ameaça a estabelecida Esparta, que passa a necessitar do confronto para impor sua força. Em reunião com Trump, Xi Jinping diz que China e EUA têm mais interesses em comum do que diferenças Encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, presidentes dos Estados Unidos e da China, em Pequim. Kenny Holston / POOL / AFP Os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Xi Jinping, da China, se reuniram oficialmente durante a madrugada desta quinta-feira (14), no horário de Brasília. O encontrou em Pequim durou mais de duas horas, com alertas sobre riscos de conflito entre os dois países e acenos para cooperação em diversos setores. A reunião ocorreu no Grande Salão do Povo. No início, Xi Jinping falou sobre a instabilidade internacional e disse que Estados Unidos e China têm mais interesses em comum do que diferenças. Donald Trump também adotou um tom positivo ao comentar a relação bilateral. O presidente americano classificou o encontro como uma honra e disse acreditar que os dois países terão um "futuro fantástico". No entanto, o tom mudou após o encontro entre as duas delegações passar a ser a portas fechadas. O líder chinês alertou Trump para o risco de confronto caso a questão de Taiwan não seja conduzida de forma adequada. Pequim considera a ilha parte do território chinês, enquanto os Estados Unidos atuam para garantir a autonomia da região. Nos últimos anos, Washington forneceu armas a Taiwan. Em resposta, a China ampliou a presença militar no entorno da ilha, o que também provocou críticas americanas. Após o fim da reunião, Donald Trump disse apenas que o encontro tinha sido "ótimo", sem dar mais detalhes. Mais tarde, Trump e Xi Jinping visitaram o Templo do Céu. Os dois fecharam a agenda do primeiro dia de encontro voltando ao Grande Salão do Povo para um jantar de Estado.

O presidente da China, Xi Jinping, usou o famoso termo das Relações Internacionais 'Armadilha de Tucídides' nesta quinta-feira (14) para falar da relação entre o país e os Estados Unidos. Ele questionou Donald Trump destacando que os pessoas precisam superar essa 'armadilha' e criar um novo modelo. 'Podemos enfrentar juntos os desafios globais e oferecer mais estabilidade ao mundo? Podemos, em nome do bem-estar dos nossos dois povos e do futuro da humanidade, construir juntos um futuro mais brilhante para nossas relações bilaterais?', questionou. Xi afirmou que o mundo olha com atenção a conversa entre os dois presidentes. Mas o que é a Armadilha de Tucídides? Estátua de historiador Tucídides. Reprodução A Armadilha de Tucídides foi um conceito criado que se popularizou pelo cientista político Graham T. Allison ao relacionar o 'duelo' entre a China e os Estados Unidos com a guerra de Peloponeso, entre Atenas e Esparta. O termo faz relação ao historiador ateniense Tucídides, que fez a descrição do conflito. Segundo as relações internacionais, o conceito descreve uma guerra que ocorre quando uma potência que está emergente ameaça uma potência grande, já estabelecida como a mais forte. Dessa forma, seria como se a ameaça chinesa representasse uma possibilidade de guerra. No conflito na Grécia Antiga, Atenas passa a crescer cada vez e vira uma ameaça a estabelecida Esparta, que passa a necessitar do confronto para impor sua força. Em reunião com Trump, Xi Jinping diz que China e EUA têm mais interesses em comum do que diferenças Encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, presidentes dos Estados Unidos e da China, em Pequim. Kenny Holston / POOL / AFP Os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Xi Jinping, da China, se reuniram oficialmente durante a madrugada desta quinta-feira (14), no horário de Brasília. O encontrou em Pequim durou mais de duas horas, com alertas sobre riscos de conflito entre os dois países e acenos para cooperação em diversos setores. A reunião ocorreu no Grande Salão do Povo. No início, Xi Jinping falou sobre a instabilidade internacional e disse que Estados Unidos e China têm mais interesses em comum do que diferenças. Donald Trump também adotou um tom positivo ao comentar a relação bilateral. O presidente americano classificou o encontro como uma honra e disse acreditar que os dois países terão um "futuro fantástico". No entanto, o tom mudou após o encontro entre as duas delegações passar a ser a portas fechadas. O líder chinês alertou Trump para o risco de confronto caso a questão de Taiwan não seja conduzida de forma adequada. Pequim considera a ilha parte do território chinês, enquanto os Estados Unidos atuam para garantir a autonomia da região. Nos últimos anos, Washington forneceu armas a Taiwan. Em resposta, a China ampliou a presença militar no entorno da ilha, o que também provocou críticas americanas. Após o fim da reunião, Donald Trump disse apenas que o encontro tinha sido "ótimo", sem dar mais detalhes. Mais tarde, Trump e Xi Jinping visitaram o Templo do Céu. Os dois fecharam a agenda do primeiro dia de encontro voltando ao Grande Salão do Povo para um jantar de Estado.

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