Polícia apura se morte em montagem de palco de Shakira foi falha de segurança ou acidente de trabalho
A Polícia Civil do Rio investiga se a morte de um trabalhador durante a montagem do palco do show da cantora Shakira, em Copacabana, foi causada por falha de segurança ou se deve ser tratada como acidente de trabalho. O caso aconteceu neste domingo. A vítima é o serralheiro Gabriel Jesus Firmino, de 28 anos, morador de Magé, na Baixada Fluminense. Ele trabalhava na instalação de equipamentos de elevação quando foi prensado entre duas estruturas do palco. Gabriel recebeu atendimento ainda no local e depois foi levado para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu aos ferimentos. Nesta segunda-feira, a Polícia Civil voltou ao local para uma perícia complementar. A primeira análise tinha sido feita no domingo, mas, segundo a investigação, a falta de luz dificultou o trabalho dos peritos. Antes de apontar responsabilidades, a polícia tenta reconstruir a dinâmica do acidente. A principal hipótese levantada até agora é que Gabriel estava soldando uma peça entre dois elevadores da estrutura quando um dos equipamentos foi movimentado. Em entrevista a jornalistas, o delegado Ângelo Lages, responsável pela investigação, explicou que a apuração ainda está no início e que a polícia precisa definir se houve descumprimento de alguma regra de segurança ou se a morte foi resultado de uma fatalidade. “Ontem já foi feita uma perícia, só que pelo horário, já estava escuro também, houve uma certa dificuldade. Então hoje a gente voltou para fazer uma perícia complementar pra gente tentar entender essa dinâmica. Esse rapaz, o Gabriel Firmino, de 28 anos apenas, morreu de uma forma muito trágica aqui. Inclusive eu quero me solidarizar com a família dele, uma morte realmente terrível. E a gente precisa apurar o que de fato aconteceu aqui. Se houve uma negligência, imprudência, imperícia, uma inobservância de um dever de cuidado que gerou um crime, ou seja, um homicídio culposo.” A hipótese de homicídio com dolo eventual, quando alguém assume o risco de provocar a morte, perdeu força depois da perícia desta segunda-feira. O delegado também detalhou a primeira versão sobre o momento do acidente. Segundo ele, Gabriel teria dado um comando a outro operador para movimentar o equipamento. “São dois elevadores, um do lado do outro. A princípio, o que a gente entendeu, ele estava soldando uma peça, o elevador estava um baixo, o outro alto, e ele teria dado um comando para um outro operador baixar o equipamento e ele acabou ficando prensado ali entre os dois equipamentos. A gente ainda vai ter que definir essa questão. A perícia do ICCE foi feita, a gente acredita que no prazo de 30 dias eles vão oferecer esse laudo. E como eu disse, a gente precisa entender se houve a inobservância de alguma regra atinente à questão da saúde e segurança do trabalho.” Após a perícia, a área onde ocorreu o acidente foi desinterditada. O local tinha sido preservado para o trabalho dos peritos, mas a Polícia Civil informou que não havia mais necessidade de manter o isolamento. A investigação ainda deve ouvir funcionários da empresa responsável pelos elevadores, o proprietário, testemunhas que estavam no local e o responsável técnico pela montagem. Até agora, apenas um representante da produtora Bonus Track prestou depoimento. Também estiveram no local equipes do Conselho Regional de Engenharia e do Conselho Regional dos Técnicos Industriais do Estado do Rio de Janeiro. Os elementos levantados por essas instituições podem ser usados na investigação. Os laudos e os depoimentos vão definir se o caso será tratado como acidente ou homicídio culposo. A CBN tenta contato com a empresa MG Coutinho Serviços Cenográficos, responsável pela montagem dos elevadores do palco, mas até o momento não houve retorno.

A Polícia Civil do Rio investiga se a morte de um trabalhador durante a montagem do palco do show da cantora Shakira, em Copacabana, foi causada por falha de segurança ou se deve ser tratada como acidente de trabalho. O caso aconteceu neste domingo. A vítima é o serralheiro Gabriel Jesus Firmino, de 28 anos, morador de Magé, na Baixada Fluminense. Ele trabalhava na instalação de equipamentos de elevação quando foi prensado entre duas estruturas do palco. Gabriel recebeu atendimento ainda no local e depois foi levado para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu aos ferimentos. Nesta segunda-feira, a Polícia Civil voltou ao local para uma perícia complementar. A primeira análise tinha sido feita no domingo, mas, segundo a investigação, a falta de luz dificultou o trabalho dos peritos. Antes de apontar responsabilidades, a polícia tenta reconstruir a dinâmica do acidente. A principal hipótese levantada até agora é que Gabriel estava soldando uma peça entre dois elevadores da estrutura quando um dos equipamentos foi movimentado. Em entrevista a jornalistas, o delegado Ângelo Lages, responsável pela investigação, explicou que a apuração ainda está no início e que a polícia precisa definir se houve descumprimento de alguma regra de segurança ou se a morte foi resultado de uma fatalidade. “Ontem já foi feita uma perícia, só que pelo horário, já estava escuro também, houve uma certa dificuldade. Então hoje a gente voltou para fazer uma perícia complementar pra gente tentar entender essa dinâmica. Esse rapaz, o Gabriel Firmino, de 28 anos apenas, morreu de uma forma muito trágica aqui. Inclusive eu quero me solidarizar com a família dele, uma morte realmente terrível. E a gente precisa apurar o que de fato aconteceu aqui. Se houve uma negligência, imprudência, imperícia, uma inobservância de um dever de cuidado que gerou um crime, ou seja, um homicídio culposo.” A hipótese de homicídio com dolo eventual, quando alguém assume o risco de provocar a morte, perdeu força depois da perícia desta segunda-feira. O delegado também detalhou a primeira versão sobre o momento do acidente. Segundo ele, Gabriel teria dado um comando a outro operador para movimentar o equipamento. “São dois elevadores, um do lado do outro. A princípio, o que a gente entendeu, ele estava soldando uma peça, o elevador estava um baixo, o outro alto, e ele teria dado um comando para um outro operador baixar o equipamento e ele acabou ficando prensado ali entre os dois equipamentos. A gente ainda vai ter que definir essa questão. A perícia do ICCE foi feita, a gente acredita que no prazo de 30 dias eles vão oferecer esse laudo. E como eu disse, a gente precisa entender se houve a inobservância de alguma regra atinente à questão da saúde e segurança do trabalho.” Após a perícia, a área onde ocorreu o acidente foi desinterditada. O local tinha sido preservado para o trabalho dos peritos, mas a Polícia Civil informou que não havia mais necessidade de manter o isolamento. A investigação ainda deve ouvir funcionários da empresa responsável pelos elevadores, o proprietário, testemunhas que estavam no local e o responsável técnico pela montagem. Até agora, apenas um representante da produtora Bonus Track prestou depoimento. Também estiveram no local equipes do Conselho Regional de Engenharia e do Conselho Regional dos Técnicos Industriais do Estado do Rio de Janeiro. Os elementos levantados por essas instituições podem ser usados na investigação. Os laudos e os depoimentos vão definir se o caso será tratado como acidente ou homicídio culposo. A CBN tenta contato com a empresa MG Coutinho Serviços Cenográficos, responsável pela montagem dos elevadores do palco, mas até o momento não houve retorno.

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