Polícia do Rio prende três por golpe do falso bilhete premiado
A Polícia Civil prendeu três pessoas suspeitas de integrar uma associação criminosa especializada no golpe do falso bilhete premiado. O grupo abordava principalmente idosos nas ruas da Zona Sul do Rio e convencia as vítimas a entregar dinheiro, joias ou fazer transferências bancárias em troca de supostos bilhetes de loteria premiados. A investigação começou depois que uma idosa foi vítima do golpe, no dia 2 de setembro, na Gávea. De acordo com a polícia, ela foi abordada por um casal enquanto caminhava pela rua. Os suspeitos disseram ter um bilhete premiado em R$ 10 milhões, mas afirmaram que não poderiam retirar o prêmio por motivos religiosos. Eles então ofereceram o bilhete à mulher. A vítima acreditou na história e concordou em pagar R$ 60 mil pelo suposto prêmio. Os criminosos colocaram a idosa em um carro e a levaram até uma agência bancária, onde ela fez uma transferência para uma conta indicada pelo grupo. Em troca, recebeu um bilhete falso. Imagens de câmeras de segurança registraram parte da ação. A partir das gravações e de informações de inteligência, investigadores da 15ª DP conseguiram identificar o veículo utilizado pelos criminosos e passaram a monitorá-lo. Nesta segunda-feira (14), os policiais identificaram o carro circulando novamente pela Zona Sul, nos bairros de Leblon e Ipanema. Foi montado um cerco com apoio do sistema de monitoramento e de imagens em tempo real. O veículo foi interceptado em Copacabana. Três suspeitos foram presos: Luis Antonio Borges Brito, Ivan Teixeira e Elaine Aparecida Loterio. Um quarto integrante apontado pela polícia, Luiz Casagrande Pedrozo, conseguiu fugir. Durante a abordagem, os policiais encontraram diversos bilhetes de loteria e anotações que, segundo a investigação, indicariam a prática do golpe. De acordo com a delegada Daniela Terra, titular da 15ª DP, os criminosos costumam agir em grupos de três ou quatro pessoas e circulam por diferentes bairros em busca de possíveis vítimas. "Eles vêm pra Zona Sul do Rio de Janeiro, entre três e quatro pessoas, ficam rodando pelos bairros a fim de captar vítimas em potencial. Na sua maioria, são vítimas idosas. Falam que têm um bilhete premiado e que, por questões religiosas, não poderiam receber esse bilhete. A vítima acredita na conversa do golpista e acaba trocando esse bilhete, pegando o bilhete pra si, entregando joias, fazendo Pix, transferências bancárias. É um golpe antigo, porém que continua ocorrendo e que a gente pede que as pessoas fiquem atentas", afirma. Os três presos foram autuados por associação criminosa. Como a acusação permite fiança, dois advogados estiveram na delegacia e fizeram o pagamento. Os três foram soltos e vão responder à investigação em liberdade. A Polícia Civil continua as investigações para identificar outras possíveis vítimas e verificar a participação do grupo em outros golpes semelhantes. A CBN não conseguiu contato com as defesas dos investigados no caso.

A Polícia Civil prendeu três pessoas suspeitas de integrar uma associação criminosa especializada no golpe do falso bilhete premiado. O grupo abordava principalmente idosos nas ruas da Zona Sul do Rio e convencia as vítimas a entregar dinheiro, joias ou fazer transferências bancárias em troca de supostos bilhetes de loteria premiados. A investigação começou depois que uma idosa foi vítima do golpe, no dia 2 de setembro, na Gávea. De acordo com a polícia, ela foi abordada por um casal enquanto caminhava pela rua. Os suspeitos disseram ter um bilhete premiado em R$ 10 milhões, mas afirmaram que não poderiam retirar o prêmio por motivos religiosos. Eles então ofereceram o bilhete à mulher. A vítima acreditou na história e concordou em pagar R$ 60 mil pelo suposto prêmio. Os criminosos colocaram a idosa em um carro e a levaram até uma agência bancária, onde ela fez uma transferência para uma conta indicada pelo grupo. Em troca, recebeu um bilhete falso. Imagens de câmeras de segurança registraram parte da ação. A partir das gravações e de informações de inteligência, investigadores da 15ª DP conseguiram identificar o veículo utilizado pelos criminosos e passaram a monitorá-lo. Nesta segunda-feira (14), os policiais identificaram o carro circulando novamente pela Zona Sul, nos bairros de Leblon e Ipanema. Foi montado um cerco com apoio do sistema de monitoramento e de imagens em tempo real. O veículo foi interceptado em Copacabana. Três suspeitos foram presos: Luis Antonio Borges Brito, Ivan Teixeira e Elaine Aparecida Loterio. Um quarto integrante apontado pela polícia, Luiz Casagrande Pedrozo, conseguiu fugir. Durante a abordagem, os policiais encontraram diversos bilhetes de loteria e anotações que, segundo a investigação, indicariam a prática do golpe. De acordo com a delegada Daniela Terra, titular da 15ª DP, os criminosos costumam agir em grupos de três ou quatro pessoas e circulam por diferentes bairros em busca de possíveis vítimas. "Eles vêm pra Zona Sul do Rio de Janeiro, entre três e quatro pessoas, ficam rodando pelos bairros a fim de captar vítimas em potencial. Na sua maioria, são vítimas idosas. Falam que têm um bilhete premiado e que, por questões religiosas, não poderiam receber esse bilhete. A vítima acredita na conversa do golpista e acaba trocando esse bilhete, pegando o bilhete pra si, entregando joias, fazendo Pix, transferências bancárias. É um golpe antigo, porém que continua ocorrendo e que a gente pede que as pessoas fiquem atentas", afirma. Os três presos foram autuados por associação criminosa. Como a acusação permite fiança, dois advogados estiveram na delegacia e fizeram o pagamento. Os três foram soltos e vão responder à investigação em liberdade. A Polícia Civil continua as investigações para identificar outras possíveis vítimas e verificar a participação do grupo em outros golpes semelhantes. A CBN não conseguiu contato com as defesas dos investigados no caso.
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