Rock in Rio aposta alto, e dia do K-pop faz sucesso e leva público novo ao festival
Quando surgiu a notícia da boca da vice-presidente executiva da Rock World, empresa que comanda o Rock in Rio, Roberta Medina, que o K-pop era uma das coisas que a organização estava de olho, muitos torceram o nariz. Era uma aposta até meio arriscada. Apesar do festival classicamente se abrir a novos gêneros e estilos, o K-pop está longe de ser abraçado pelos eventos do tipo, seja no Brasil ou fora. Mas o Rock in Rio foi afundo. Talvez o maior acerto, até mesmo antes desse dia 11 de setembro, tenha sido na escolha do headliner. O Stray Kids é não só um dos maiores nomes do gênero, como um dos com a maior base de fãs na música pop atual. Por isso, logo cedo o público já se aglomerava para pegar o melhor lugar, tentando ficar o mais próximo possível da grade. Rock in Rio 2026. Cláudio Gabriel/ CBN Ainda foi possível antes ver duas atrações do k-pop, o grupo NEXZ, que começou em 2023 e tinha até mesmo um setlist curto (em que repetiu canções); e a cantora Hwasa, agora em carreira solo, mas que fez parte do grupo feminino Mamamoo. Desde o início, a Cidade do Rock era marcada por uma faixa etária menor que dos outros dias. Não eram poucos os casos de meninas jovens (a maioria entre 10 e 14 anos) acompanhadas de pais. Todas que conversaram com a reportagem estavam indo pela primeira vez ao festival e a um show na vida. Só por isso, já fica evidente que a escolha do festival em fazer o dia foi acertada para atrair um público novo. Isso representou uma grande renovação de possibilidades, assim como foi o dia do trap em 2024. Esses fãs que chegaram cedo até receberam os outros artistas com animação, porém tudo eclodiu na entrada dos oito integrantes do Stray Kids. O nível dos gritos e cantoria pareciam se assemelhar a uma beatlemania. O que fica como peso contrário, no entanto, foi a ideia do festival de deixar o Sunset mais ‘adulto’, com atrações como o tecladista do Maroon 5, PJ Morton, e a banda Jamiroquai. Ambos tiveram públicos baixíssimos, já que a maioria dos presentes aguardava a boy band entrar. Além disso, se repetir a dose em 2028, a organização do Rock in Rio também poderia trazer outros nomes de sucesso para completar o line-up, dando maior destaque a totalidade do gênero. No entanto, é preciso destacar a escolha por colocar tradução simultânea. Apesar de isso não ocorrer com shows em inglês ou outras línguas, o coreano está bem distante linguisticamente do português. Alguns até poderiam saber um pouco por causa das letras, mas a tradução ajudou a explicar l que estava sendo dito. Por outro lado, acabou também travando um pouco algumas apresentações. De toda forma, foi um início com o pé direito. O K-pop mostrou a que veio no festival. Ao mesmo tempo, os fãs se mostraram animados com a recepção e a possibilidade de assistirem nomes pouco usuais em festivais de música. Se os ingressos não se esgotaram, isso não significa que a Cidade do Rock não estava lotada. Aliás, foi talvez o dia em que as ativações e palcos secundários estavam mais vazios, já que grande parte queria apenas assistir seu artistas favoritos. E só de um festival conseguir construir uma data em que o público vai apenas para ver e ouvir música, isso já pode ser valorizado.

Quando surgiu a notícia da boca da vice-presidente executiva da Rock World, empresa que comanda o Rock in Rio, Roberta Medina, que o K-pop era uma das coisas que a organização estava de olho, muitos torceram o nariz. Era uma aposta até meio arriscada. Apesar do festival classicamente se abrir a novos gêneros e estilos, o K-pop está longe de ser abraçado pelos eventos do tipo, seja no Brasil ou fora. Mas o Rock in Rio foi afundo. Talvez o maior acerto, até mesmo antes desse dia 11 de setembro, tenha sido na escolha do headliner. O Stray Kids é não só um dos maiores nomes do gênero, como um dos com a maior base de fãs na música pop atual. Por isso, logo cedo o público já se aglomerava para pegar o melhor lugar, tentando ficar o mais próximo possível da grade. Rock in Rio 2026. Cláudio Gabriel/ CBN Ainda foi possível antes ver duas atrações do k-pop, o grupo NEXZ, que começou em 2023 e tinha até mesmo um setlist curto (em que repetiu canções); e a cantora Hwasa, agora em carreira solo, mas que fez parte do grupo feminino Mamamoo. Desde o início, a Cidade do Rock era marcada por uma faixa etária menor que dos outros dias. Não eram poucos os casos de meninas jovens (a maioria entre 10 e 14 anos) acompanhadas de pais. Todas que conversaram com a reportagem estavam indo pela primeira vez ao festival e a um show na vida. Só por isso, já fica evidente que a escolha do festival em fazer o dia foi acertada para atrair um público novo. Isso representou uma grande renovação de possibilidades, assim como foi o dia do trap em 2024. Esses fãs que chegaram cedo até receberam os outros artistas com animação, porém tudo eclodiu na entrada dos oito integrantes do Stray Kids. O nível dos gritos e cantoria pareciam se assemelhar a uma beatlemania. O que fica como peso contrário, no entanto, foi a ideia do festival de deixar o Sunset mais ‘adulto’, com atrações como o tecladista do Maroon 5, PJ Morton, e a banda Jamiroquai. Ambos tiveram públicos baixíssimos, já que a maioria dos presentes aguardava a boy band entrar. Além disso, se repetir a dose em 2028, a organização do Rock in Rio também poderia trazer outros nomes de sucesso para completar o line-up, dando maior destaque a totalidade do gênero. No entanto, é preciso destacar a escolha por colocar tradução simultânea. Apesar de isso não ocorrer com shows em inglês ou outras línguas, o coreano está bem distante linguisticamente do português. Alguns até poderiam saber um pouco por causa das letras, mas a tradução ajudou a explicar l que estava sendo dito. Por outro lado, acabou também travando um pouco algumas apresentações. De toda forma, foi um início com o pé direito. O K-pop mostrou a que veio no festival. Ao mesmo tempo, os fãs se mostraram animados com a recepção e a possibilidade de assistirem nomes pouco usuais em festivais de música. Se os ingressos não se esgotaram, isso não significa que a Cidade do Rock não estava lotada. Aliás, foi talvez o dia em que as ativações e palcos secundários estavam mais vazios, já que grande parte queria apenas assistir seu artistas favoritos. E só de um festival conseguir construir uma data em que o público vai apenas para ver e ouvir música, isso já pode ser valorizado.
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