Trump ameaça ataque a montanha no Irã acusada de ser instalação nuclear
Durante discurso na convenção republicana das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que está de olho nas atividades da Montanha Pickaxe, no Irã. O local é suspeito de ser um complexo nuclear em seu subterrâneo. Ele fica próximo de outro complexo, de Natanz, que fica localizado a 225 quilômetros no sul de Teerã, e que já foi alvo de ataques dos EUA. 'Há outro lugar chamado Montanha Pickaxe, outro lugar interessante. Talvez tenhamos que dar uma investida lá também, porque alguém disse que houve uma certa movimentação no local', declarou o presidente. A montanha é alvo de análise dos EUA há alguns meses da inteligência americana, que consideram grandes as chances de ter um programa nuclear desenvolvido. Um relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais destacou um aumento de construções e obras. 'Não precisamos de muita coisa. Conseguimos ver tudo', completou Trump. Agência nuclear da ONU acusa Irã de violar obrigação de não-proliferação nuclear Conselho de Segurança da ONU ANGELA WEISS / AFP A Agência Internacional de Energia Atômica acusou nesta quarta-feira (9) o Irã de violar suas obrigações de não-proliferação nuclear e denunciou país ao Conselho de Segurança da ONU. A denúncia foi feita por 35 países: a resolução recebeu 23 votos a favor e três contra; houve oito abstenções. A Agência Internacional de Energia Atômica é a agência da ONU que regula o uso da energia nuclear pelo mundo. O Irã é signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear. O Irã disse nesta quarta que atacou 10 navios perto do Estreito de Ormuz, depois que os Estados Unidos afundaram cinco petroleiros iranianos. Essa foi a maior onda declarada de ataques recíprocos contra a navegação marítima por ambas as partes desde o início da guerra, que já dura seis meses. O Irã também afirmou ter disparado mísseis balísticos contra uma base usada pelas forças norte-americanas na Jordânia. As hostilidades ocorreram um dia depois de uma escalada nos combates entre a Arábia Saudita e os houthis no Iêmen, aliados de Teerã. Uma segunda possibilidade de guerra que ameaça o abastecimento global de energia proveniente do Oriente Médio. Enquanto isso, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o Irã está à beira do colapso e que a queda do regime do país está próxima em declaração nesta quarta-feira. Há 15 dias, Netanyahu chamou os governantes do Irã de "selvagens" e afirmou não acreditar que uma saída diplomática é possível para encerrar a guerra. Além disso, segundo uma análise de imagens de satélite divulgada por analistas dos Estados Unidos, o Irã acelerou neste ano o ritmo de construção em uma suposta área nuclear subterrânea. O local está enterrado na montanha Pickaxe, próxima à instalação nuclear de Natanz e que fica na região central do Irã , onde os serviços de inteligência ocidentais suspeitam que o Irã está construindo uma instalação clandestina de enriquecimento de urânio. A nova escalada fez com que preço do petróleo Brent disparasse e ultrapassasse US$100 por barril pela primeira vez desde julho. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos Divulgação/Casa Branca

Durante discurso na convenção republicana das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que está de olho nas atividades da Montanha Pickaxe, no Irã. O local é suspeito de ser um complexo nuclear em seu subterrâneo. Ele fica próximo de outro complexo, de Natanz, que fica localizado a 225 quilômetros no sul de Teerã, e que já foi alvo de ataques dos EUA. 'Há outro lugar chamado Montanha Pickaxe, outro lugar interessante. Talvez tenhamos que dar uma investida lá também, porque alguém disse que houve uma certa movimentação no local', declarou o presidente. A montanha é alvo de análise dos EUA há alguns meses da inteligência americana, que consideram grandes as chances de ter um programa nuclear desenvolvido. Um relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais destacou um aumento de construções e obras. 'Não precisamos de muita coisa. Conseguimos ver tudo', completou Trump. Agência nuclear da ONU acusa Irã de violar obrigação de não-proliferação nuclear Conselho de Segurança da ONU ANGELA WEISS / AFP A Agência Internacional de Energia Atômica acusou nesta quarta-feira (9) o Irã de violar suas obrigações de não-proliferação nuclear e denunciou país ao Conselho de Segurança da ONU. A denúncia foi feita por 35 países: a resolução recebeu 23 votos a favor e três contra; houve oito abstenções. A Agência Internacional de Energia Atômica é a agência da ONU que regula o uso da energia nuclear pelo mundo. O Irã é signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear. O Irã disse nesta quarta que atacou 10 navios perto do Estreito de Ormuz, depois que os Estados Unidos afundaram cinco petroleiros iranianos. Essa foi a maior onda declarada de ataques recíprocos contra a navegação marítima por ambas as partes desde o início da guerra, que já dura seis meses. O Irã também afirmou ter disparado mísseis balísticos contra uma base usada pelas forças norte-americanas na Jordânia. As hostilidades ocorreram um dia depois de uma escalada nos combates entre a Arábia Saudita e os houthis no Iêmen, aliados de Teerã. Uma segunda possibilidade de guerra que ameaça o abastecimento global de energia proveniente do Oriente Médio. Enquanto isso, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o Irã está à beira do colapso e que a queda do regime do país está próxima em declaração nesta quarta-feira. Há 15 dias, Netanyahu chamou os governantes do Irã de "selvagens" e afirmou não acreditar que uma saída diplomática é possível para encerrar a guerra. Além disso, segundo uma análise de imagens de satélite divulgada por analistas dos Estados Unidos, o Irã acelerou neste ano o ritmo de construção em uma suposta área nuclear subterrânea. O local está enterrado na montanha Pickaxe, próxima à instalação nuclear de Natanz e que fica na região central do Irã , onde os serviços de inteligência ocidentais suspeitam que o Irã está construindo uma instalação clandestina de enriquecimento de urânio. A nova escalada fez com que preço do petróleo Brent disparasse e ultrapassasse US$100 por barril pela primeira vez desde julho. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos Divulgação/Casa Branca
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