BRB enfrenta redução no número de clientes em meio à crise envolvendo o Banco Master
Com a demora em encontrar uma solução para o crise, o BRB têm visto o número de clientes reduzir consideravelmente nos últimos meses. Dados do Banco Central mostram que desde o terceiro trimestre do ano passado, quando os negócios com o Master foram encerrados, a instituição bancária já perdeu cerca de 800 mil clientes, o que representa um queda de cerca de 8% entre o terceiro trimestre de 2025 e o segundo de 2026. O dado leva em conta o número de pessoas físicas e jurídicas com vínculo com a instituição, que caiu de pouco mais de 9,8 milhões para 9 milhões no período. Essa espécie de “sangria”, ajuda a reduzir o impacto sobre o Fundo Garantidor de Créditos no caso de uma liquidação. O FGC cobre investimentos em renda fixa e depósitos de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, e com clientes deixando o BRB, a pressão seria menor. No entanto, menos recursos também afetam a capacidade do banco de pagar compromissos imediatos. O economista César Bergo, pondera que a pressão sobre o FGC pode ser menor, mas não resolve o problema e uma eventual liquidação trará consequências para o funcionamento do GDF, que opera programas sociais e faz pagamento de servidores por meio do BRB. "Do ponto de vista econômico, não tem como você manter um banco da estrutura do BRB com o PL virado, porque o fato de não publicar balanço já passa evidentemente essa informação que está desde o início do ano, como que o Banco Central mantém um banco falido funcionando. Quanto mais tempo demora, pior, você agrava uma situação que poderia de alguma forma ser contornada no primeiro momento". Na quarta-feira (26), a cúpula do Banco Central e a governadora do DF, Celina Leão, voltaram a se encontrar, em mais uma rodada para discutir a situação da instituição local e para buscar soluções para um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para salvar o BRB. O banco estatal ganhou fôlego também com a decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, que determinou que o Tribunal de Justiça da Bahia mantenha por mais 90 dias o contrato que garante ao BRB a administração do dinheiro de processos da justiça baiana.

Com a demora em encontrar uma solução para o crise, o BRB têm visto o número de clientes reduzir consideravelmente nos últimos meses. Dados do Banco Central mostram que desde o terceiro trimestre do ano passado, quando os negócios com o Master foram encerrados, a instituição bancária já perdeu cerca de 800 mil clientes, o que representa um queda de cerca de 8% entre o terceiro trimestre de 2025 e o segundo de 2026. O dado leva em conta o número de pessoas físicas e jurídicas com vínculo com a instituição, que caiu de pouco mais de 9,8 milhões para 9 milhões no período. Essa espécie de “sangria”, ajuda a reduzir o impacto sobre o Fundo Garantidor de Créditos no caso de uma liquidação. O FGC cobre investimentos em renda fixa e depósitos de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, e com clientes deixando o BRB, a pressão seria menor. No entanto, menos recursos também afetam a capacidade do banco de pagar compromissos imediatos. O economista César Bergo, pondera que a pressão sobre o FGC pode ser menor, mas não resolve o problema e uma eventual liquidação trará consequências para o funcionamento do GDF, que opera programas sociais e faz pagamento de servidores por meio do BRB. "Do ponto de vista econômico, não tem como você manter um banco da estrutura do BRB com o PL virado, porque o fato de não publicar balanço já passa evidentemente essa informação que está desde o início do ano, como que o Banco Central mantém um banco falido funcionando. Quanto mais tempo demora, pior, você agrava uma situação que poderia de alguma forma ser contornada no primeiro momento". Na quarta-feira (26), a cúpula do Banco Central e a governadora do DF, Celina Leão, voltaram a se encontrar, em mais uma rodada para discutir a situação da instituição local e para buscar soluções para um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para salvar o BRB. O banco estatal ganhou fôlego também com a decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, que determinou que o Tribunal de Justiça da Bahia mantenha por mais 90 dias o contrato que garante ao BRB a administração do dinheiro de processos da justiça baiana.
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