Renan Santos diz ser contra fim da escala 6x1 e promete enfrentar crime organizado; veja destaques da sabatina

Candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos se colocou contra o fim da escala de trabalho 6x1, disse que vai cortar subsídios concedidos pelo governo federal, prometeu enfrentar o crime organizado por meio de estados de exceção e de defesa e reafirmou que não cumprirá decisões do Supremo que considerar ilegais. As declarações foram dadas durante a sabatina realizada pela CBN e pelos jornais O Globo e Valor Econômico. Escala de trabalho 6x1 Renan Santos classificou a proposta do fim da escala 6x1 como uma medida 'populista' e 'perigosa', que pode provocar um problema econômico. 'Essa é uma pauta perigosíssima, especialmente para um Brasil cujos setores que envolvem, especialmente, varejo e contratação intensiva já passam, antes mesmo da implementação da medida, por graves problemas. Imagina isso num cenário em que estão prometendo que as pessoas vão trabalhar menos e ganhar mais'. O candidato do Missão defendeu a criação de uma nova legislação trabalhista e disse que o Brasil tem um problema fiscal, previdenciário e trabalhista que precisa ser resolvido. 'Hoje, boa parte das pessoas que estão sendo contratadas em ambientes urbanos são MEI. Os MEIs podiam estar na casa dos 13 a 16 milhões de pessoas. Esse número é muito alto, porque as pessoas ganham mais com MEI, você tem menos tributação, e com menos tributação você também tem menos contribuição previdenciária'. Subsídios O presidenciável afirmou que, caso eleito, pretende manter apenas alguns subsídios, como o da agropecuária. Ele planeja, no entanto, acabar com outros, especialmente os estaduais, com uma nova reforma tributária. 'Aí você tem alguns subsídios federais. Um exemplo, um subsídio federal que é altamente inefetivo, é o da Zona Franca de Manaus, que vai ter que ser revisto e vai ter que ter um soft landing'. Segurança O candidato do Missão disse que os presídios de segurança máxima que seriam construídos em seu governo teriam um modelo similar ao de El Salvador e dos Estados Unidos, com um alto controle e combate à disseminação das facções. Ele explicou que a estimativa de R$ 6 bilhões para construir dez presídios de segurança máxima foi inspirada em outros construídos ao redor do mundo. 'Eu vou dar um exemplo. Os presídios que estão sendo feitos no Equador quanto o de El Salvador. Um custou 115 milhões de dólares para fazer a construção dele e a gente estimou os nossos em 150 milhões de dólares' Segundo ele, os presídios serão feitos com o governo federal e vão abrigar os presos que estão em cadeias superlotadas. 'São presídios maiores, que mantêm um padrão de isolamento muito mais rígido que o dos cadeiões. Porque a cadeia que a gente tem ao redor dos estados do Brasil definitivamente é muito passível de ser controlada pelo tráfico'. Favelas Renan Santos explicou a proposta de adotar regime de exceção nas favelas do Brasil. Ele afirmou que pessoas que moram em regiões tomadas pelo crime organizado vivem um 'regime paralelo'. 'Isso não é um jogo de war, no sentido de que eu vou ocupar pequenos territórios. Primeiro, eu reconheço que existe uma guerra. Segundo, eu preciso desmontar os inimigos que eu tenho nessa guerra. Eu tenho que estrangular eles na ocupação territorial que eles fazem e no trabalho financeiro e nos negócios que eles fazem'. Ele declarou que só cumpriria uma nova ADPF das Favelas em alguns os casos. 'Se eu estiver no meio de uma operação altamente perigosa, que envolve risco para a população local, e aí vem uma decisão mandando eu abandonar aquela operação, as pessoas ficarem novamente em mercê do crime organizado, eu vou estar colocando a vida dessas pessoas em risco'. STF O candidato afirmou que não quer briga com o Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que seria um 'presidente pacificador'. Renan Santos declarou que, apesar disso, não cumpriria o que chamou de 'ordem judicial injusta'. '[Por exemplo], vem uma decisão, a rede de sustentabilidade entrou lá na STF com uma ação pedindo para brecar uma operação que está sendo feita para liberar uma favela do crime organizado. As pessoas já estão comemorando lá na favela e, de repente, tem que parar tudo'. 'Não, eu tenho a AGU, eu vou falar com a Advocacia-Geral da União, eu vou convocar uma coletiva de imprensa, eu vou conversar com os entes políticos, eu vou falar, olha, não será possível fazer isso'. Misoginia e feminicídio Renan Santos declarou que o PL da misoginia, votado no Congresso Nacional, permite uma interpretação 'extensiva' e que não lidaria direito com o assunto. 'O PL da misoginia permite uma interpretação extensiva sobre qualquer tema que pode ser considerado misógino que vira um crime imprescritível. O feminicídio não é imprescritível'. O candidato afirmou que acredita na 'educação' e não na 'perseguição'. Segundo ele, temas sensíveis como a misoginia e feminicídio precisam ser debatidos a partir do campo da educação. 'Censura pura e simples, com argumentos vazios e abstratos, e punições muito pesadas, não é a resposta, porque elas p

Renan Santos diz ser contra fim da escala 6x1 e promete enfrentar crime organizado; veja destaques da sabatina

Candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos se colocou contra o fim da escala de trabalho 6x1, disse que vai cortar subsídios concedidos pelo governo federal, prometeu enfrentar o crime organizado por meio de estados de exceção e de defesa e reafirmou que não cumprirá decisões do Supremo que considerar ilegais. As declarações foram dadas durante a sabatina realizada pela CBN e pelos jornais O Globo e Valor Econômico. Escala de trabalho 6x1 Renan Santos classificou a proposta do fim da escala 6x1 como uma medida 'populista' e 'perigosa', que pode provocar um problema econômico. 'Essa é uma pauta perigosíssima, especialmente para um Brasil cujos setores que envolvem, especialmente, varejo e contratação intensiva já passam, antes mesmo da implementação da medida, por graves problemas. Imagina isso num cenário em que estão prometendo que as pessoas vão trabalhar menos e ganhar mais'. O candidato do Missão defendeu a criação de uma nova legislação trabalhista e disse que o Brasil tem um problema fiscal, previdenciário e trabalhista que precisa ser resolvido. 'Hoje, boa parte das pessoas que estão sendo contratadas em ambientes urbanos são MEI. Os MEIs podiam estar na casa dos 13 a 16 milhões de pessoas. Esse número é muito alto, porque as pessoas ganham mais com MEI, você tem menos tributação, e com menos tributação você também tem menos contribuição previdenciária'. Subsídios O presidenciável afirmou que, caso eleito, pretende manter apenas alguns subsídios, como o da agropecuária. Ele planeja, no entanto, acabar com outros, especialmente os estaduais, com uma nova reforma tributária. 'Aí você tem alguns subsídios federais. Um exemplo, um subsídio federal que é altamente inefetivo, é o da Zona Franca de Manaus, que vai ter que ser revisto e vai ter que ter um soft landing'. Segurança O candidato do Missão disse que os presídios de segurança máxima que seriam construídos em seu governo teriam um modelo similar ao de El Salvador e dos Estados Unidos, com um alto controle e combate à disseminação das facções. Ele explicou que a estimativa de R$ 6 bilhões para construir dez presídios de segurança máxima foi inspirada em outros construídos ao redor do mundo. 'Eu vou dar um exemplo. Os presídios que estão sendo feitos no Equador quanto o de El Salvador. Um custou 115 milhões de dólares para fazer a construção dele e a gente estimou os nossos em 150 milhões de dólares' Segundo ele, os presídios serão feitos com o governo federal e vão abrigar os presos que estão em cadeias superlotadas. 'São presídios maiores, que mantêm um padrão de isolamento muito mais rígido que o dos cadeiões. Porque a cadeia que a gente tem ao redor dos estados do Brasil definitivamente é muito passível de ser controlada pelo tráfico'. Favelas Renan Santos explicou a proposta de adotar regime de exceção nas favelas do Brasil. Ele afirmou que pessoas que moram em regiões tomadas pelo crime organizado vivem um 'regime paralelo'. 'Isso não é um jogo de war, no sentido de que eu vou ocupar pequenos territórios. Primeiro, eu reconheço que existe uma guerra. Segundo, eu preciso desmontar os inimigos que eu tenho nessa guerra. Eu tenho que estrangular eles na ocupação territorial que eles fazem e no trabalho financeiro e nos negócios que eles fazem'. Ele declarou que só cumpriria uma nova ADPF das Favelas em alguns os casos. 'Se eu estiver no meio de uma operação altamente perigosa, que envolve risco para a população local, e aí vem uma decisão mandando eu abandonar aquela operação, as pessoas ficarem novamente em mercê do crime organizado, eu vou estar colocando a vida dessas pessoas em risco'. STF O candidato afirmou que não quer briga com o Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que seria um 'presidente pacificador'. Renan Santos declarou que, apesar disso, não cumpriria o que chamou de 'ordem judicial injusta'. '[Por exemplo], vem uma decisão, a rede de sustentabilidade entrou lá na STF com uma ação pedindo para brecar uma operação que está sendo feita para liberar uma favela do crime organizado. As pessoas já estão comemorando lá na favela e, de repente, tem que parar tudo'. 'Não, eu tenho a AGU, eu vou falar com a Advocacia-Geral da União, eu vou convocar uma coletiva de imprensa, eu vou conversar com os entes políticos, eu vou falar, olha, não será possível fazer isso'. Misoginia e feminicídio Renan Santos declarou que o PL da misoginia, votado no Congresso Nacional, permite uma interpretação 'extensiva' e que não lidaria direito com o assunto. 'O PL da misoginia permite uma interpretação extensiva sobre qualquer tema que pode ser considerado misógino que vira um crime imprescritível. O feminicídio não é imprescritível'. O candidato afirmou que acredita na 'educação' e não na 'perseguição'. Segundo ele, temas sensíveis como a misoginia e feminicídio precisam ser debatidos a partir do campo da educação. 'Censura pura e simples, com argumentos vazios e abstratos, e punições muito pesadas, não é a resposta, porque elas permitem perseguição. É isso que nós não podemos ter, perseguição vazia num regime brasileiro, em que Cortes e juízes começam a determinar, por interpretações ideológicas e persecutórias, quem é alvo e quem não é'. Saúde Na área da saúde, Renan Santos disse ser 'SUScético' e que passou a estudar os serviços de saúde. Ele defendeu a implementação de um modelo semelhante ao adotado em El Salvador, com uso de inteligência artificial e tratamento de dados. 'Eu acredito no modelo do SUS. Como eu disse, eu era um SUScético. Até estudar um dos temas sensacionais e centrais para a gente resolver isso: a hiperinformatização e o uso de Big Data, porque isso vai dar tanta agilidade. Imagina, agora, o prontuário único, aliado à incrível capacidade de processamento de informações das inteligências artificiais e do machine learning. Isso vai permitir uma capacidade preditiva de desenvolvimento e acompanhamento de doenças e, por consequência, uma melhor alocação de recursos, como o estoque de remédios'.