Cade vai investigar Google por uso por uso de notícias em ferramentas de IA

O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, por unanimidade, abrir um processo para investigar o Google por suposto uso excessivo de notícias, sem autorização dos veículos jornalísticos, por ferramentas de Inteligência Artificial (IA). O caso foi aberto para apurar a exibição de conteúdo jornalístico pelo Google sem a remuneração dos veículos que o produziram. O tema começou a ser debatido ainda no ano passado. A ideia é apurar a conduta da empresa e o impacto de sua atuação no mercado jornalístico. O julgamento pode resultar em sanções administrativas por infração econômica. Inicialmente, a Superintendência-Geral chegou a concluir pela "ausência de indícios suficientes de infração à ordem econômica e recomendou o arquivamento do processo. No entanto, o caso foi retomado no dia 8 de março, com o voto do conselheiro Diogo Thomson, que defendeu a investigação por haver indícios robustos a respeito da atuação da empresa. O voto fez o superintendente-geral também mudar de posição e votar a favor do processo. A conselheira Camila Cabral, na sessão de ontem, também deu voto a favor da abertura do processo, dizendo que o Google usa as informações sem autorização prévia das empresas que produzem conteúdo jornalístico. Em nota, o Google disse que acompanhou a decisão do CADE de encaminhar o caso à Superintendência para uma análise detalhada, mas acredita que a decisão reflete uma compreensão equivocada sobre como os produtos funcionam e o valor que entregamos aos editores de notícias. A empresa afirma ainda que seguirá dialogando com o CADE para esclarecer quaisquer dúvidas sobre o produto.

Cade vai investigar Google por uso por uso de notícias em ferramentas de IA

O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, por unanimidade, abrir um processo para investigar o Google por suposto uso excessivo de notícias, sem autorização dos veículos jornalísticos, por ferramentas de Inteligência Artificial (IA). O caso foi aberto para apurar a exibição de conteúdo jornalístico pelo Google sem a remuneração dos veículos que o produziram. O tema começou a ser debatido ainda no ano passado. A ideia é apurar a conduta da empresa e o impacto de sua atuação no mercado jornalístico. O julgamento pode resultar em sanções administrativas por infração econômica. Inicialmente, a Superintendência-Geral chegou a concluir pela "ausência de indícios suficientes de infração à ordem econômica e recomendou o arquivamento do processo. No entanto, o caso foi retomado no dia 8 de março, com o voto do conselheiro Diogo Thomson, que defendeu a investigação por haver indícios robustos a respeito da atuação da empresa. O voto fez o superintendente-geral também mudar de posição e votar a favor do processo. A conselheira Camila Cabral, na sessão de ontem, também deu voto a favor da abertura do processo, dizendo que o Google usa as informações sem autorização prévia das empresas que produzem conteúdo jornalístico. Em nota, o Google disse que acompanhou a decisão do CADE de encaminhar o caso à Superintendência para uma análise detalhada, mas acredita que a decisão reflete uma compreensão equivocada sobre como os produtos funcionam e o valor que entregamos aos editores de notícias. A empresa afirma ainda que seguirá dialogando com o CADE para esclarecer quaisquer dúvidas sobre o produto.