Diretor-geral da PF nega que operação contra Ciro Nogueira tenha sido realizada para pressionar Vorcaro

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, negou que a operação feita pela corporação ontem (7), que teve como alvo principal o senador Ciro Nogueira (Progressistas), tenha sido realizada para pressionar o banqueiro Daniel Vorcaro a revelar mais informações na sua proposta de delação premiada. A quinta fase da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraude financeira ligada ao Banco Master, teve como alvo principal o senador, que é presidente do partido Progressistas. A ação revelou detalhes da relação de Daniel Vorcaro com o parlamentar que o banqueiro não teria apresentado nos anexos da colaboração já encaminhado aos investigadores do caso. A operação acaba pressionando Vorcaro para que ele apresente mais dados, informações relevantes e consiga fechar a delação premiada. Na avaliação de investigadores do caso, ele precisa entregar mais detalhes se quiser obter os benefícios. No entanto, Andrei Rodrigues negou que a ação da Polícia Federal tivesse esse objetivo específico. Ele disse que a corporação atua de forma técnica e que a delação é um direito do réu. "Eu avalio que isso não faz parte da estratégia, da investigação, da questão técnica e legal que a polícia faz. Nós não fazemos nenhuma ação pensando em pressionar ou deixar de pressionar para obter outro resultado. A delação segue um rito legal. Ela tem ali todos os elementos necessários para ser aceita pela Polícia Federal ou pelo Ministério Público Federal e depois validada pelo Poder Judiciário. Então, se não atender esses requisitos, ela não é validada e o processo segue seu curso." Segurança pública e reunião de Lula com Trump Andrei Rodrigues participou nesta sexta-feira (08) de uma cerimônia para a formatura de mais de 600 novos agentes da Polícia Federal. Ele estava acompanhado do Ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, que falou também sobre a reunião do presidente Lula com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo o Ministro da Justiça, nesse encontro ontem, os representantes do governo brasileiro não trataram da questão da classificação de facções criminosas como grupos terroristas, mas foi feita uma apresentação sobre um plano de combate ao crime organizado que será lançado pelo governo federal na próxima terça-feira. "Nesse item do combate ao crime organizado, nós tivemos a oportunidade de compartilhar com o presidente dos Estados Unidos a nossa intenção, o formato do plano que vamos apresentar à sociedade brasileira na terça-feira e durante a própria apresentação das ideias, o presidente Trump revelou, expressou muitos elogios, uma percepção de muita adequação dos critérios. Como um líder experiente, um líder mundial experiente que é, percebeu o significado, o alcance das nossas propostas e registrou isso com muita clareza." Ainda segundo o Ministro da Justiça, esse plano que será lançado na terça-feira terá quatro eixos estruturantes: a asfixia financeira de facções criminosas, um aumento da taxa de esclarecimento de homicídios, também uma mudança no padrão de segurança máxima dos presídios e o reforço também ao combate efetivo ao tráfico de armas no país.

Diretor-geral da PF nega que operação contra Ciro Nogueira tenha sido realizada para pressionar Vorcaro

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, negou que a operação feita pela corporação ontem (7), que teve como alvo principal o senador Ciro Nogueira (Progressistas), tenha sido realizada para pressionar o banqueiro Daniel Vorcaro a revelar mais informações na sua proposta de delação premiada. A quinta fase da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraude financeira ligada ao Banco Master, teve como alvo principal o senador, que é presidente do partido Progressistas. A ação revelou detalhes da relação de Daniel Vorcaro com o parlamentar que o banqueiro não teria apresentado nos anexos da colaboração já encaminhado aos investigadores do caso. A operação acaba pressionando Vorcaro para que ele apresente mais dados, informações relevantes e consiga fechar a delação premiada. Na avaliação de investigadores do caso, ele precisa entregar mais detalhes se quiser obter os benefícios. No entanto, Andrei Rodrigues negou que a ação da Polícia Federal tivesse esse objetivo específico. Ele disse que a corporação atua de forma técnica e que a delação é um direito do réu. "Eu avalio que isso não faz parte da estratégia, da investigação, da questão técnica e legal que a polícia faz. Nós não fazemos nenhuma ação pensando em pressionar ou deixar de pressionar para obter outro resultado. A delação segue um rito legal. Ela tem ali todos os elementos necessários para ser aceita pela Polícia Federal ou pelo Ministério Público Federal e depois validada pelo Poder Judiciário. Então, se não atender esses requisitos, ela não é validada e o processo segue seu curso." Segurança pública e reunião de Lula com Trump Andrei Rodrigues participou nesta sexta-feira (08) de uma cerimônia para a formatura de mais de 600 novos agentes da Polícia Federal. Ele estava acompanhado do Ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, que falou também sobre a reunião do presidente Lula com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo o Ministro da Justiça, nesse encontro ontem, os representantes do governo brasileiro não trataram da questão da classificação de facções criminosas como grupos terroristas, mas foi feita uma apresentação sobre um plano de combate ao crime organizado que será lançado pelo governo federal na próxima terça-feira. "Nesse item do combate ao crime organizado, nós tivemos a oportunidade de compartilhar com o presidente dos Estados Unidos a nossa intenção, o formato do plano que vamos apresentar à sociedade brasileira na terça-feira e durante a própria apresentação das ideias, o presidente Trump revelou, expressou muitos elogios, uma percepção de muita adequação dos critérios. Como um líder experiente, um líder mundial experiente que é, percebeu o significado, o alcance das nossas propostas e registrou isso com muita clareza." Ainda segundo o Ministro da Justiça, esse plano que será lançado na terça-feira terá quatro eixos estruturantes: a asfixia financeira de facções criminosas, um aumento da taxa de esclarecimento de homicídios, também uma mudança no padrão de segurança máxima dos presídios e o reforço também ao combate efetivo ao tráfico de armas no país.