Ex-presidente do Rioprevidência diz que decisão para investir no Master partiu da diretoria autarquia

O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, afirmou em depoimento à Polícia Federal que a decisão de investir cerca de R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Master partiu da Diretoria de Investimentos da autarquia. Segundo ele, a proposta foi apresentada pelo então responsável pela área, Euchério Lerner Rodrigues, a quem caberia a indicação técnica das aplicações. O depoimento foi prestado no início de fevereiro, após Deivis ter sido preso pela Polícia Federal durante o retorno ao Rio de Janeiro, depois de uma viagem ao exterior. O jornalista Octavio Guedes, da Globonews, teve acesso à íntegra das declarações. A investigação apura possíveis irregularidades nos investimentos realizados pelo fundo, responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de servidores estaduais. Ao justificar a escolha pelo Banco Master, o ex-presidente argumentou que a estrutura do fundo previdenciário não teria capacidade para identificar eventuais problemas que nem mesmo órgãos reguladores conseguiram detectar de imediato. Ele também afirmou que análises reputacionais mais aprofundadas, como as sugeridas posteriormente por órgãos de controle, não eram uma exigência formal à época. Durante o depoimento, Deivis também negou ter recebido qualquer tipo de vantagem indevida relacionada aos aportes feitos no banco. Questionado diretamente sobre pagamento de propina, respondeu que não houve benefício, nem de forma direta nem indireta. O ex-presidente explicou ainda como funcionava o fluxo interno para aprovação dos investimentos. De acordo com ele, a diretoria responsável elaborava a proposta e encaminhava para formalização, sendo necessária a assinatura conjunta do diretor de investimentos e da presidência. Ele ressaltou que o Comitê de Investimentos não tinha atribuição de autorizar operações, apenas de discutir diretrizes. Deivis detalhou também a rotina administrativa do órgão, afirmando que a assinatura de documentos era feita em blocos devido ao alto volume de demandas. Segundo ele, o Rioprevidência administra o pagamento de centenas de milhares de aposentadorias e pensões, além de contratos e aplicações financeiras, o que exigiria centenas de assinaturas diárias caso o processo fosse individualizado. A CBN não conseguiu contato com os advogados de Deivis Marcon Antunes e de Euchério Lerner Rodrigues.

Ex-presidente do Rioprevidência diz que decisão para investir no Master partiu da diretoria autarquia

O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, afirmou em depoimento à Polícia Federal que a decisão de investir cerca de R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Master partiu da Diretoria de Investimentos da autarquia. Segundo ele, a proposta foi apresentada pelo então responsável pela área, Euchério Lerner Rodrigues, a quem caberia a indicação técnica das aplicações. O depoimento foi prestado no início de fevereiro, após Deivis ter sido preso pela Polícia Federal durante o retorno ao Rio de Janeiro, depois de uma viagem ao exterior. O jornalista Octavio Guedes, da Globonews, teve acesso à íntegra das declarações. A investigação apura possíveis irregularidades nos investimentos realizados pelo fundo, responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de servidores estaduais. Ao justificar a escolha pelo Banco Master, o ex-presidente argumentou que a estrutura do fundo previdenciário não teria capacidade para identificar eventuais problemas que nem mesmo órgãos reguladores conseguiram detectar de imediato. Ele também afirmou que análises reputacionais mais aprofundadas, como as sugeridas posteriormente por órgãos de controle, não eram uma exigência formal à época. Durante o depoimento, Deivis também negou ter recebido qualquer tipo de vantagem indevida relacionada aos aportes feitos no banco. Questionado diretamente sobre pagamento de propina, respondeu que não houve benefício, nem de forma direta nem indireta. O ex-presidente explicou ainda como funcionava o fluxo interno para aprovação dos investimentos. De acordo com ele, a diretoria responsável elaborava a proposta e encaminhava para formalização, sendo necessária a assinatura conjunta do diretor de investimentos e da presidência. Ele ressaltou que o Comitê de Investimentos não tinha atribuição de autorizar operações, apenas de discutir diretrizes. Deivis detalhou também a rotina administrativa do órgão, afirmando que a assinatura de documentos era feita em blocos devido ao alto volume de demandas. Segundo ele, o Rioprevidência administra o pagamento de centenas de milhares de aposentadorias e pensões, além de contratos e aplicações financeiras, o que exigiria centenas de assinaturas diárias caso o processo fosse individualizado. A CBN não conseguiu contato com os advogados de Deivis Marcon Antunes e de Euchério Lerner Rodrigues.