Ex-vereador de São Paulo Milton Leite é considerado foragido após ser alvo em operação da Polícia Civil
O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite é considerado foragido pela Polícia Civil em uma investigação sobre a infiltração do PCC no poder público e no transporte coletivo. A operação Vectura Corrupta é realizada nesta manhã pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes de Mogi das Cruzes, com apoio do Ministério Público de São Paulo. Os policiais foram até a casa de Milton Leite nesta quinta-feira para cumprir um mandado de prisão, mas não o encontraram no imóvel. Segundo apuração da GloboNews, Milton estava em casa até a tarde de quarta-feira. Uma funcionária disse aos policiais que ele saiu à noite para um compromisso de campanha. Milton Leite (União Brasil), ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de SP Afonso Braga/Rede Câmara Diante das circunstâncias encontradas no imóvel, a polícia passou a considerá-lo foragido. Os agentes permanecem no local para cumprir o mandado de busca e apreensão. Em nota, Milton Leite negou estar foragido e afirmou que está em viagem. Segundo ele, a previsão é se apresentar às autoridades em até 24 horas. A investigação aponta que decisões estratégicas sobre empresas de transporte suspeitas de ligação com o PCC dependeriam do conhecimento ou da aprovação política de Milton Leite. No pedido que embasou a operação, ele é citado como responsável direto pela operação de algumas empresas que, segundo a investigação, seriam controladas pela facção. O documento também menciona declarações de policiais militares, dadas em um procedimento no Tribunal de Justiça Militar, segundo as quais Milton seria o dono de fato da Transwolff. Milton Leite deixou a vida pública no ano passado, depois de sete mandatos como vereador e quatro períodos na presidência da Câmara Municipal. Atualmente, ele preside o União Brasil em São Paulo e, desde julho, também comanda a Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo Progressistas. A operação desta manhã já prendeu Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans, e Danilo Marco Morgado Silva, ex-candidato à Prefeitura de Praia Grande e atual candidato a deputado estadual. Ao todo, a ação busca cumprir 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão. Esta é a terceira fase da investigação. Nesta etapa, a polícia e o Ministério Público apuram o controle financeiro e operacional da facção sobre 12 empresas de ônibus, com indícios de fraudes sistemáticas em licitações. Outra frente investiga a chamada "sintonia dos gravatas", núcleo de advogados que, segundo a investigação, atua diretamente nos crimes e na legitimação dos interesses da organização. A investigação também aponta o envolvimento de ex-servidores do alto escalão da Prefeitura de São Paulo e identificou um candidato a deputado que teria tido a campanha eleitoral custeada pelo crime organizado. A operação é um desdobramento de duas ações anteriores. Em abril deste ano, a Polícia Civil e o Ministério Público realizaram a Operação Contaminatio, que investigou uma fintech administrada pela facção.

O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite é considerado foragido pela Polícia Civil em uma investigação sobre a infiltração do PCC no poder público e no transporte coletivo. A operação Vectura Corrupta é realizada nesta manhã pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes de Mogi das Cruzes, com apoio do Ministério Público de São Paulo. Os policiais foram até a casa de Milton Leite nesta quinta-feira para cumprir um mandado de prisão, mas não o encontraram no imóvel. Segundo apuração da GloboNews, Milton estava em casa até a tarde de quarta-feira. Uma funcionária disse aos policiais que ele saiu à noite para um compromisso de campanha. Milton Leite (União Brasil), ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de SP Afonso Braga/Rede Câmara Diante das circunstâncias encontradas no imóvel, a polícia passou a considerá-lo foragido. Os agentes permanecem no local para cumprir o mandado de busca e apreensão. Em nota, Milton Leite negou estar foragido e afirmou que está em viagem. Segundo ele, a previsão é se apresentar às autoridades em até 24 horas. A investigação aponta que decisões estratégicas sobre empresas de transporte suspeitas de ligação com o PCC dependeriam do conhecimento ou da aprovação política de Milton Leite. No pedido que embasou a operação, ele é citado como responsável direto pela operação de algumas empresas que, segundo a investigação, seriam controladas pela facção. O documento também menciona declarações de policiais militares, dadas em um procedimento no Tribunal de Justiça Militar, segundo as quais Milton seria o dono de fato da Transwolff. Milton Leite deixou a vida pública no ano passado, depois de sete mandatos como vereador e quatro períodos na presidência da Câmara Municipal. Atualmente, ele preside o União Brasil em São Paulo e, desde julho, também comanda a Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo Progressistas. A operação desta manhã já prendeu Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans, e Danilo Marco Morgado Silva, ex-candidato à Prefeitura de Praia Grande e atual candidato a deputado estadual. Ao todo, a ação busca cumprir 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão. Esta é a terceira fase da investigação. Nesta etapa, a polícia e o Ministério Público apuram o controle financeiro e operacional da facção sobre 12 empresas de ônibus, com indícios de fraudes sistemáticas em licitações. Outra frente investiga a chamada "sintonia dos gravatas", núcleo de advogados que, segundo a investigação, atua diretamente nos crimes e na legitimação dos interesses da organização. A investigação também aponta o envolvimento de ex-servidores do alto escalão da Prefeitura de São Paulo e identificou um candidato a deputado que teria tido a campanha eleitoral custeada pelo crime organizado. A operação é um desdobramento de duas ações anteriores. Em abril deste ano, a Polícia Civil e o Ministério Público realizaram a Operação Contaminatio, que investigou uma fintech administrada pela facção.
Comentários (0)
Comentários do Facebook