Governo avança em programa para renegociação de dívidas e avalia uso do FGTS
O governo federal avançou nas discussões sobre um novo programa de renegociação de dívidas voltado à população brasileira. Em reunião no Palácio do Planalto que durou cerca de três horas, o presidente Lula e ministros da área econômica analisaram medidas para reduzir o endividamento das famílias. Entre as propostas em estudo está a inclusão de débitos com atraso entre dois meses e um ano. O programa também pode contemplar dívidas de cartão de crédito — especialmente do rotativo —, cheque especial e crédito pessoal. Uma das possibilidades avaliadas é a liberação de recursos do FGTS para quitar dívidas. A medida, no entanto, ainda enfrenta resistência dentro do governo, diante do receio de que trabalhadores fiquem sem reserva financeira em caso de demissão. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, já indicou que o programa pode prever descontos de até 80% sobre o valor das dívidas. O restante poderia ser renegociado com juros mais baixos, com garantia do governo por meio do Fundo Garantidor de Operações (FGO). O foco principal são brasileiros de baixa renda, com ganhos de até três salários mínimos. Pessoas com contas em dia, mas com alto comprometimento da renda, também poderão ser incluídas, com a possibilidade de migrar para linhas de crédito mais baratas. O governo tem dialogado com bancos, fintechs e operadoras de crédito para viabilizar o programa. A proposta, segundo integrantes da equipe econômica, é criar um modelo mais simples do que o Desenrola. A expectativa é que o anúncio oficial seja feito nos próximos dias, embora ainda não haja uma data definida. O debate ocorre em meio a um cenário recorde de endividamento no país. Dados da Confederação Nacional do Comércio indicam que 80,2% das famílias brasileiras estão endividadas, o maior nível da série histórica. Desse total, 29,6% têm dívidas em atraso. Também participaram da reunião o vice-presidente Geraldo Alckmin e ministros de diferentes áreas do governo, incluindo Casa Civil, Trabalho, Planejamento e Gestão.

O governo federal avançou nas discussões sobre um novo programa de renegociação de dívidas voltado à população brasileira. Em reunião no Palácio do Planalto que durou cerca de três horas, o presidente Lula e ministros da área econômica analisaram medidas para reduzir o endividamento das famílias. Entre as propostas em estudo está a inclusão de débitos com atraso entre dois meses e um ano. O programa também pode contemplar dívidas de cartão de crédito — especialmente do rotativo —, cheque especial e crédito pessoal. Uma das possibilidades avaliadas é a liberação de recursos do FGTS para quitar dívidas. A medida, no entanto, ainda enfrenta resistência dentro do governo, diante do receio de que trabalhadores fiquem sem reserva financeira em caso de demissão. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, já indicou que o programa pode prever descontos de até 80% sobre o valor das dívidas. O restante poderia ser renegociado com juros mais baixos, com garantia do governo por meio do Fundo Garantidor de Operações (FGO). O foco principal são brasileiros de baixa renda, com ganhos de até três salários mínimos. Pessoas com contas em dia, mas com alto comprometimento da renda, também poderão ser incluídas, com a possibilidade de migrar para linhas de crédito mais baratas. O governo tem dialogado com bancos, fintechs e operadoras de crédito para viabilizar o programa. A proposta, segundo integrantes da equipe econômica, é criar um modelo mais simples do que o Desenrola. A expectativa é que o anúncio oficial seja feito nos próximos dias, embora ainda não haja uma data definida. O debate ocorre em meio a um cenário recorde de endividamento no país. Dados da Confederação Nacional do Comércio indicam que 80,2% das famílias brasileiras estão endividadas, o maior nível da série histórica. Desse total, 29,6% têm dívidas em atraso. Também participaram da reunião o vice-presidente Geraldo Alckmin e ministros de diferentes áreas do governo, incluindo Casa Civil, Trabalho, Planejamento e Gestão.

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