Irã afirma que passagem pelo Estreito de Ormuz será liberada após fim da operação dos EUA

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou em um comunicado nesta quarta-feira (6) que a passagem segura e estável pelo Estreito de Ormuz seria garantida após o que descreveu como a neutralização das 'ameaças de agressores' e a introdução de novos protocolos marítimos. 'Com as ameaças do agressor neutralizadas e os novos protocolos em vigor, a passagem segura e estável pelo Estreito de Ormuz será garantida', diz o texto. A Guarda Revolucionária também agradeceu aos capitães e proprietários de navios que operam no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã por cumprirem as regulamentações iranianas do Estreito de Ormuz. A notícia surge após o presidente Donald Trump anunciou a suspensão temporária da operação militar para destravar o trânsito de navios pelo Estreito de Ormuz. O republicano tentou justificar o recuo, dizendo que um plano de paz definitivo com os representantes do Irã está próximo Trump afirmou que a pausa é um 'gesto de boa vontade' para verificar se um acordo final com o Irã, mediado pelo Paquistão, pode ser assinado. Nas redes sociais, o presidente americano declarou que houve 'grande progresso' nas conversas. Antes de anunciar a trégua na escolta, Trump demonstrou otimismo sobre um possível acordo para o fim da guerra, mas acusou o Irã de fazer jogo duplo. Com o fechamento do Estreito de Ormuz, os estoques globais de petróleo despencaram a um nível sem precedentes e são os mais baixos em 8 anos. Abril registrou a maior queda já documentada para um único mês. Segundo uma agência internacional de inteligência de mercado, houve uma redução de 200 milhões de barris – o equivalente a mais de 6 milhões de barris por dia. Até o início da guerra, 20% de todo o petróleo comercializado no mundo passavam pelo Estreito de Ormuz. Com a perspectiva de que o acordo de paz poderá ser assinado, o preço do petróleo hoje teve um leve recuo e está na casa dos 108 dólares o barril do tipo Brent, referência internacional. EUA e Irã estão finalizando memorando para encerrar a guerra, diz imprensa O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em pronunciamento após ataque durante jantar na Casa Branca MANDEL NGAN / AFP Os governos dos Estados Unidos e do Irã estão finalizando um memorando curto de uma página para acabar com a guerra no Oriente Médio. As informações são de autoridades americanas sob condição de anonimato para o site de notícias dos bastidores da política americana Axios e uma autoridade paquistanesa para a agência de notícias Reuters. Segundo a Axios, apesar da proximidade, os EUA ainda aguardam respostas iranianas para alguns pontos importantes em até dois dias. Nada foi totalmente definido, porém, de acordo com site, esse é o momento mais próximo de um acordo desde o começo da guerra. Algumas das definições do acordo estão o compromisso do Irã com uma moratória no enriquecimento nuclear, o acordo dos EUA em suspender as sanções e liberar bilhões em fundos iranianos congelados, e ambas as partes suspenderem as restrições ao trânsito pelo Estreito de Ormuz. Apesar disso, esse memorando seria uma espécie de primeiro passo para um acordo final, o que abre margem para uma retomada de conflitos. Mesmo com essa proximidade, autoridades americanas acreditam que uma possível fragmentação das lideranças do Irã podem gerar discordâncias sobre o aceite. O memorando de entendimento possui uma página e 14 pontos está sendo negociado entre os enviados de Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, e vários funcionários iranianos, tanto diretamente quanto por meio de mediadores. O texto declararia o fim da guerra e o começo de um período de 30 dias de negociações sobre um acordo detalhado para abrir o estreito, limitar o programa nuclear do Irã e suspender as sanções americanas. Junto disso, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que o país estava avaliando a proposta de paz de 14 pontos de Washington, informou a CNBC.

Irã afirma que passagem pelo Estreito de Ormuz será liberada após fim da operação dos EUA

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou em um comunicado nesta quarta-feira (6) que a passagem segura e estável pelo Estreito de Ormuz seria garantida após o que descreveu como a neutralização das 'ameaças de agressores' e a introdução de novos protocolos marítimos. 'Com as ameaças do agressor neutralizadas e os novos protocolos em vigor, a passagem segura e estável pelo Estreito de Ormuz será garantida', diz o texto. A Guarda Revolucionária também agradeceu aos capitães e proprietários de navios que operam no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã por cumprirem as regulamentações iranianas do Estreito de Ormuz. A notícia surge após o presidente Donald Trump anunciou a suspensão temporária da operação militar para destravar o trânsito de navios pelo Estreito de Ormuz. O republicano tentou justificar o recuo, dizendo que um plano de paz definitivo com os representantes do Irã está próximo Trump afirmou que a pausa é um 'gesto de boa vontade' para verificar se um acordo final com o Irã, mediado pelo Paquistão, pode ser assinado. Nas redes sociais, o presidente americano declarou que houve 'grande progresso' nas conversas. Antes de anunciar a trégua na escolta, Trump demonstrou otimismo sobre um possível acordo para o fim da guerra, mas acusou o Irã de fazer jogo duplo. Com o fechamento do Estreito de Ormuz, os estoques globais de petróleo despencaram a um nível sem precedentes e são os mais baixos em 8 anos. Abril registrou a maior queda já documentada para um único mês. Segundo uma agência internacional de inteligência de mercado, houve uma redução de 200 milhões de barris – o equivalente a mais de 6 milhões de barris por dia. Até o início da guerra, 20% de todo o petróleo comercializado no mundo passavam pelo Estreito de Ormuz. Com a perspectiva de que o acordo de paz poderá ser assinado, o preço do petróleo hoje teve um leve recuo e está na casa dos 108 dólares o barril do tipo Brent, referência internacional. EUA e Irã estão finalizando memorando para encerrar a guerra, diz imprensa O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em pronunciamento após ataque durante jantar na Casa Branca MANDEL NGAN / AFP Os governos dos Estados Unidos e do Irã estão finalizando um memorando curto de uma página para acabar com a guerra no Oriente Médio. As informações são de autoridades americanas sob condição de anonimato para o site de notícias dos bastidores da política americana Axios e uma autoridade paquistanesa para a agência de notícias Reuters. Segundo a Axios, apesar da proximidade, os EUA ainda aguardam respostas iranianas para alguns pontos importantes em até dois dias. Nada foi totalmente definido, porém, de acordo com site, esse é o momento mais próximo de um acordo desde o começo da guerra. Algumas das definições do acordo estão o compromisso do Irã com uma moratória no enriquecimento nuclear, o acordo dos EUA em suspender as sanções e liberar bilhões em fundos iranianos congelados, e ambas as partes suspenderem as restrições ao trânsito pelo Estreito de Ormuz. Apesar disso, esse memorando seria uma espécie de primeiro passo para um acordo final, o que abre margem para uma retomada de conflitos. Mesmo com essa proximidade, autoridades americanas acreditam que uma possível fragmentação das lideranças do Irã podem gerar discordâncias sobre o aceite. O memorando de entendimento possui uma página e 14 pontos está sendo negociado entre os enviados de Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, e vários funcionários iranianos, tanto diretamente quanto por meio de mediadores. O texto declararia o fim da guerra e o começo de um período de 30 dias de negociações sobre um acordo detalhado para abrir o estreito, limitar o programa nuclear do Irã e suspender as sanções americanas. Junto disso, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que o país estava avaliando a proposta de paz de 14 pontos de Washington, informou a CNBC.