Lula diz que acionou reciprocidade contra tarifaço dos EUA para mostrar que Brasil 'não é pouca coisa'

O presidente Lula disse que o governo brasileiro acionou a Lei da Reciprocidade contra o tarifaço imposto pelos Estados Unidos para mostrar que o Brasil "não é pouca coisa". Lula ainda afirmou que está tentando falar com Trump por telefone para ter uma conversa "tete a tete" e dizer que ele não se meta nos negócios do Brasil, sobretudo nas eleições. A fala foi feita ao podcast Não Inviabilize, em entrevista com Déia Freitas e As Cunhãs no Palácio da Alvorada. Lula classificou como mentiras as justificativas americanas para as tarifas, que acusam o Brasil de comprar produtos fabricados a partir do trabalho análogo à escravidão e não combater o desmatamento. O presidente avaliou que as sanções escondem, na verdade, um ataque à China, e rebateu as acusações dizendo que tirou foto para enviar a Trump dos dados do Inpe, que apontam a redução do desmatamento nos últimos dois anos e meio. Em recado direto ao presidente americano, Lula afirmou que busca uma relação de respeito, sem confrontos, mas alertou para que os Estados Unidos não interfiram nos assuntos internos do Brasil, especialmente a 45 dias das eleições. Segundo o presidente, a aplicação da retaliação comercial é uma demonstração de que o país não aceitará inverdades e defenderá a soberania. O governo brasileiro iniciou nesta quinta-feira o processo para analisar a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica contra as tarifas adotadas pelos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros. O Ministério das Relações Exteriores notificou o governo norte-americano e solicitou consultas diplomáticas antes de qualquer eventual contramedida. Segundo a nota do governo, a etapa é inicial e busca reduzir ou até suspender os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos. A legislação permite, em caso de avanço do processo, a adoção de medidas comerciais e diplomáticas proporcionais, como tarifas, restrições a importações e suspensão de concessões. O Brasil também acionou a Organização Mundial do Comércio contra as novas tarifas americanas. A Casa Branca já aceitou o pedido de consultas. O governo brasileiro reafirmou que considera as medidas unilaterais e injustificadas e afirma que pretende manter a proteção aos setores afetados, além de ampliar a diversificação das relações comerciais. 'Se Lulinha tiver culpa, ele pagará' Na entrevista, Lula ainda falou sobre as investigações envolvendo seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, sob suspeita de tráfico de influência junto a órgãos do governo federal e ao Palácio do Planalto. "Se meu filho tiver culpa ele pagará, ele está à disposição. Ele viu a mãe morrer por causa da lava-jato, ele sabe que não pode fazer nada errado e ele jura por tudo que é sagrado que não fez, e eu acredito nele. Já disse aos advogados: ninguém vai pedir fechamento de processo do meu filho, eu quero que ele seja investigado, não tem problema nenhum."

Lula diz que acionou reciprocidade contra tarifaço dos EUA para mostrar que Brasil 'não é pouca coisa'

O presidente Lula disse que o governo brasileiro acionou a Lei da Reciprocidade contra o tarifaço imposto pelos Estados Unidos para mostrar que o Brasil "não é pouca coisa". Lula ainda afirmou que está tentando falar com Trump por telefone para ter uma conversa "tete a tete" e dizer que ele não se meta nos negócios do Brasil, sobretudo nas eleições. A fala foi feita ao podcast Não Inviabilize, em entrevista com Déia Freitas e As Cunhãs no Palácio da Alvorada. Lula classificou como mentiras as justificativas americanas para as tarifas, que acusam o Brasil de comprar produtos fabricados a partir do trabalho análogo à escravidão e não combater o desmatamento. O presidente avaliou que as sanções escondem, na verdade, um ataque à China, e rebateu as acusações dizendo que tirou foto para enviar a Trump dos dados do Inpe, que apontam a redução do desmatamento nos últimos dois anos e meio. Em recado direto ao presidente americano, Lula afirmou que busca uma relação de respeito, sem confrontos, mas alertou para que os Estados Unidos não interfiram nos assuntos internos do Brasil, especialmente a 45 dias das eleições. Segundo o presidente, a aplicação da retaliação comercial é uma demonstração de que o país não aceitará inverdades e defenderá a soberania. O governo brasileiro iniciou nesta quinta-feira o processo para analisar a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica contra as tarifas adotadas pelos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros. O Ministério das Relações Exteriores notificou o governo norte-americano e solicitou consultas diplomáticas antes de qualquer eventual contramedida. Segundo a nota do governo, a etapa é inicial e busca reduzir ou até suspender os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos. A legislação permite, em caso de avanço do processo, a adoção de medidas comerciais e diplomáticas proporcionais, como tarifas, restrições a importações e suspensão de concessões. O Brasil também acionou a Organização Mundial do Comércio contra as novas tarifas americanas. A Casa Branca já aceitou o pedido de consultas. O governo brasileiro reafirmou que considera as medidas unilaterais e injustificadas e afirma que pretende manter a proteção aos setores afetados, além de ampliar a diversificação das relações comerciais. 'Se Lulinha tiver culpa, ele pagará' Na entrevista, Lula ainda falou sobre as investigações envolvendo seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, sob suspeita de tráfico de influência junto a órgãos do governo federal e ao Palácio do Planalto. "Se meu filho tiver culpa ele pagará, ele está à disposição. Ele viu a mãe morrer por causa da lava-jato, ele sabe que não pode fazer nada errado e ele jura por tudo que é sagrado que não fez, e eu acredito nele. Já disse aos advogados: ninguém vai pedir fechamento de processo do meu filho, eu quero que ele seja investigado, não tem problema nenhum."