Negociações com Israel mostram que Líbano não faz parte de conversas entre EUA e Irã, diz ministro

O Líbano entendeu, nas primeiras conversas que teve com Israel, que não fazia parte das negociações entre Estados Unidos e Irã, declarou nesta segunda-feira (13) o ministro das Relações Exteriores libanês, Youssef Raggi, ao seu homólogo alemão, Johann Wadephul. Ele defendeu que as conversações diretas reforçam a independência do Líbano. 'O Líbano está buscando, por meio de negociações diretas com Israel, alcançar um cessar-fogo. Ressaltei que essa via, na prática, reforçou a separação entre a questão libanesa e a questão iraniana', escreveu o ministro em publicação nas redes sociais. Em negociações realizadas no Paquistão durante o fim de semana, o Irã exigiu que a suspensão dos ataques israelenses contra o Hezbollah fosse incluída como parte de um acordo com os EUA. Em uma crítica contundente ao Irã e ao seu aliado libanês, o Hezbollah, Raggi afirma ter enfatizado 'que somente o Estado libanês detém a autoridade para negociar em nome do Líbano, em uma mensagem clara que restabelece o princípio da soberania nacional no cerne da diplomacia libanesa'. França e Reino Unido anunciam coalização para reabrir o Estreito de Ormuz em missão 'pacífica' Navios no Estreito de Ormuz. Divulgação/WANA A França e o Reino Unido realizarão conversas com o objetivo de 'restaurar a liberdade de navegação' no Estreito de Ormuz. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (13) pelo presidente francês, Emmanuel Macron, acrescentando que esta será uma missão 'estritamente defensiva'. Segundo ele, a missão será 'multinacional pacífica com o objetivo de restaurar a liberdade de navegação no estreito'. Macron ainda acrescentou que essa 'missão estritamente defensiva, separada das partes beligerantes no conflito, deverá ser implantada assim que as circunstâncias permitirem'. Um porta-voz do governo britânico disse à CNN nesse domingo (12) que o Reino Unido está tentando formar uma 'ampla coalizão' com a França e outros países para garantir a passagem pela hidrovia, acrescentando que ela 'não deve estar sujeita a pedágio'. O Exército dos Estados Unidos promete bloquear nesta segunda-feira (13) o Estreito de Ormuz e todos os portos iranianos. A ameaça foi feita diante do fracasso nas negociações de paz na reunião intermediada pelo Paquistão. No fim de semana, o vice-presidente americano JD Vance e representantes do Irã conversaram durante 21 horas em Islamabad, mas não houve acordo sobre o programa nuclear iraniano e o controle do Estreito de Ormuz. Barco faz manobra no Estreito de Ormuz. SEPAH NEWS / AFP Numa publicação no X, o Comando Central dos Estados Unidos afirmou que o bloqueio será aplicado contra embarcações de todas as nações que entrarem ou saírem de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã. O Irã e a Guarda Revolucionária já prometeram uma "resposta letal" e alertaram que o bloqueio vai provocar preços de combustíveis jamais vistos no mundo. Após a ordem do governo americano, a situação no mercado global de energia e nas bolsas é de forte tensão nesta manhã. O barril do tipo Brent subiu mais de 7% e voltou a ser negociado acima de 100 dólares. O tipo WTI, que é referência nos Estados Unidos, avançou 9% e superou os 104 dólares.

Negociações com Israel mostram que Líbano não faz parte de conversas entre EUA e Irã, diz ministro

O Líbano entendeu, nas primeiras conversas que teve com Israel, que não fazia parte das negociações entre Estados Unidos e Irã, declarou nesta segunda-feira (13) o ministro das Relações Exteriores libanês, Youssef Raggi, ao seu homólogo alemão, Johann Wadephul. Ele defendeu que as conversações diretas reforçam a independência do Líbano. 'O Líbano está buscando, por meio de negociações diretas com Israel, alcançar um cessar-fogo. Ressaltei que essa via, na prática, reforçou a separação entre a questão libanesa e a questão iraniana', escreveu o ministro em publicação nas redes sociais. Em negociações realizadas no Paquistão durante o fim de semana, o Irã exigiu que a suspensão dos ataques israelenses contra o Hezbollah fosse incluída como parte de um acordo com os EUA. Em uma crítica contundente ao Irã e ao seu aliado libanês, o Hezbollah, Raggi afirma ter enfatizado 'que somente o Estado libanês detém a autoridade para negociar em nome do Líbano, em uma mensagem clara que restabelece o princípio da soberania nacional no cerne da diplomacia libanesa'. França e Reino Unido anunciam coalização para reabrir o Estreito de Ormuz em missão 'pacífica' Navios no Estreito de Ormuz. Divulgação/WANA A França e o Reino Unido realizarão conversas com o objetivo de 'restaurar a liberdade de navegação' no Estreito de Ormuz. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (13) pelo presidente francês, Emmanuel Macron, acrescentando que esta será uma missão 'estritamente defensiva'. Segundo ele, a missão será 'multinacional pacífica com o objetivo de restaurar a liberdade de navegação no estreito'. Macron ainda acrescentou que essa 'missão estritamente defensiva, separada das partes beligerantes no conflito, deverá ser implantada assim que as circunstâncias permitirem'. Um porta-voz do governo britânico disse à CNN nesse domingo (12) que o Reino Unido está tentando formar uma 'ampla coalizão' com a França e outros países para garantir a passagem pela hidrovia, acrescentando que ela 'não deve estar sujeita a pedágio'. O Exército dos Estados Unidos promete bloquear nesta segunda-feira (13) o Estreito de Ormuz e todos os portos iranianos. A ameaça foi feita diante do fracasso nas negociações de paz na reunião intermediada pelo Paquistão. No fim de semana, o vice-presidente americano JD Vance e representantes do Irã conversaram durante 21 horas em Islamabad, mas não houve acordo sobre o programa nuclear iraniano e o controle do Estreito de Ormuz. Barco faz manobra no Estreito de Ormuz. SEPAH NEWS / AFP Numa publicação no X, o Comando Central dos Estados Unidos afirmou que o bloqueio será aplicado contra embarcações de todas as nações que entrarem ou saírem de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã. O Irã e a Guarda Revolucionária já prometeram uma "resposta letal" e alertaram que o bloqueio vai provocar preços de combustíveis jamais vistos no mundo. Após a ordem do governo americano, a situação no mercado global de energia e nas bolsas é de forte tensão nesta manhã. O barril do tipo Brent subiu mais de 7% e voltou a ser negociado acima de 100 dólares. O tipo WTI, que é referência nos Estados Unidos, avançou 9% e superou os 104 dólares.