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ETFs vão além dos índices e podem cumprir cinco funções na carteira; entenda

Fundos negociados em bolsa podem ser utilizados para gerar renda, buscar valorização e diversificar investimentos

Os fundos de índice negociados em bolsa, conhecidos como ETFs, podem desempenhar diferentes funções na carteira de investimentos, desde a geração de renda mensal até a exposição ao dólar, ao ouro e às criptomoedas. Embora esses produtos sejam frequentemente associados ao desempenho de índices como o Ibovespa e o S&P 500, a variedade de estratégias disponíveis permite que os investidores os utilizem para objetivos distintos, de acordo com seu perfil de risco e horizonte de investimento.

Na prática, os ETFs funcionam como fundos cujas cotas são negociadas na bolsa de valores, de maneira semelhante às ações. Ao comprar uma cota, o investidor passa a ter exposição à carteira ou à estratégia adotada pelo fundo, sem precisar adquirir individualmente todos os ativos que a compõem.

Segundo Renato Nobile, CEO e diretor de investimentos da gestora Buena Vista Capital, a escolha de um ETF deve começar pela definição do objetivo do investimento, e não apenas pelo índice ou ativo ao qual ele está vinculado. Uma carteira não precisa ser construída a partir de uma lista de produtos, mas dos objetivos que o investidor tem para cada parcela do patrimônio. Quando essa definição é feita primeiro, fica mais fácil avaliar quais estratégias fazem sentido e como elas se complementam, afirma.

A gestora identifica cinco funções que esses fundos podem exercer na composição de uma carteira: geração de renda, crescimento patrimonial, diversificação, exposição ao dólar e combinação de diferentes estratégias.

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ETFs podem gerar renda mensal ou buscar valorização

Uma das possibilidades é utilizar ETFs para receber pagamentos periódicos. Diferentemente dos fundos que reinvestem os rendimentos, determinados produtos distribuem proventos aos cotistas, criando uma fonte recorrente de recursos. Algumas dessas estratégias combinam investimentos em ações com operações no mercado de opções. Nesse modelo, a venda de opções permite receber prêmios que podem contribuir para os pagamentos periódicos aos investidores. A contrapartida é que essas operações também podem limitar os ganhos em determinados cenários de valorização dos ativos.

Entre os exemplos apresentados pela Buena Vista estão o SPYI11, com exposição a grandes empresas americanas, e o QQQI11, ligado ao Nasdaq-100. A gestora também oferece fundos voltados a empresas de menor capitalização nos Estados Unidos, ao mercado imobiliário americano e ao setor de infraestrutura de energia.

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Outra função dos ETFs é buscar o crescimento do patrimônio no longo prazo. Nesses casos, o foco não está necessariamente na distribuição de rendimentos, mas na valorização das cotas e na acumulação dos resultados dentro do próprio fundo. Existem ainda produtos que procuram ampliar a exposição a determinados mercados. É o caso de estratégias que selecionam ações com maior sensibilidade às oscilações da bolsa ou que utilizam mecanismos para aumentar a exposição a um ativo.

O XSPI11, por exemplo, busca ampliar em até 1,5 vez a exposição ao S&P 500, enquanto o XBCI11 adota uma estratégia semelhante em relação ao Bitcoin. Esse tipo de operação, porém, exige atenção: uma exposição maior pode intensificar tanto os ganhos quanto as perdas, além de envolver riscos específicos da estrutura do fundo.

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A diversificação é outra função possível dos ETFs. Em vez de concentrar os investimentos apenas em ações ou títulos de renda fixa brasileiros, o investidor pode utilizar esses fundos para acessar diferentes classes de ativos e mercados internacionais. O ouro costuma ser procurado por investidores que desejam exposição a um ativo com dinâmica diferente daquela observada nas bolsas de valores. Já as criptomoedas oferecem acesso a um mercado de elevada volatilidade, com potencial de valorização, mas também de perdas expressivas.

Outra possibilidade é utilizar ETFs para manter parte do patrimônio exposta ao dólar. Fundos ligados a títulos de curto prazo do Tesouro americano podem atender investidores que buscam diversificação cambial e acesso a ativos de renda fixa dos Estados Unidos. O FIXX11, por exemplo, combina investimentos em títulos americanos com vencimentos de um a três meses e operações com opções sobre o S&P 500. Apesar da exposição à renda fixa de curto prazo, a presença de derivativos adiciona riscos que precisam ser considerados.

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Uma quinta possibilidade é utilizar ETFs que combinam diferentes operações dentro de um único produto. A proposta se aproxima da adotada por fundos multimercados, que podem investir em diferentes ativos e utilizar estratégias para buscar resultados em cenários variados. O TOPY11, da Buena Vista, é um exemplo desse modelo. O fundo combina posições compradas e vendidas em ações com operações de venda de opções sobre índices americanos.

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Fonte: veja.abril.com.br

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