Redução equivale a cerca de 5% da força de trabalho do banco; 60% dos postos eliminados devem estar em áreas de apoio
O Barclays planeja cortar cerca de 5.000 empregos até o fim do ano, enquanto amplia o uso de inteligência artificial e tecnologia em suas operações.
A redução representa aproximadamente 5% da força de trabalho da instituição britânica. Segundo o banco, cerca de 60% dos postos eliminados serão em áreas de apoio, entre elas desenvolvimento de sistemas.
Mil vagas já foram cortadas no primeiro semestre; as demais devem ser eliminadas até dezembro.
O Barclays associa parte da redução de custos ao uso de IA para aumentar a produtividade, mas os cortes integram um programa mais amplo de reorganização, que inclui mudanças operacionais e investimentos em tecnologia.
O banco informou ter gasto 307 milhões de libras (cerca de R$ 2,1 bilhões) com a reestruturação nos primeiros nove meses do ano e prevê mais 300 milhões de libras (R$ 2 bilhões) até dezembro.
O anúncio foi feito junto com os resultados do terceiro trimestre.
O lucro antes de impostos subiu 12% em relação a um ano antes, para 2,3 bilhões de libras (R$ 15,5 bilhões), mas ficou abaixo da estimativa média dos analistas, de 2,42 bilhões de libras (R$ 16,3 bilhões).
A receita avançou 3%, para 7,4 bilhões de libras (R$ 49,8 bilhões), também aquém das previsões do mercado.
O desempenho do banco de investimentos foi desigual. A receita com operações de renda fixa, moedas e commodities caiu 19%, para cerca de 1 bilhão de libras (R$ 6,7 bilhões).
Os cortes ocorrem em meio ao debate sobre o efeito da IA no emprego. Bancos e outras empresas têm anunciado planos para automatizar tarefas e reduzir custos, mas o alcance das substituições ainda é incerto.
No caso do Barclays, a instituição apresentou a tecnologia como parte de uma estratégia que também envolve simplificação da estrutura e revisão das operações.
Fonte: veja.abril.com.br