Em entrevista a VEJA, Summer H. Howell detalha sua interpretação da personagem com poderes psíquicos, agora trazida para os dias atuais
Cerca de 50 anos após o lançamento da primeira adaptação do livro Carrie, A Estranha, de Stephen King, uma nova versão da história chega ao streaming Prime Video nesta quarta-feira, 7, agora em formato de seriado contemporâneo, influenciado pelo medo de tiroteios escolares e pelos efeitos nocivos das redes sociais que pairam sobre colégios americanos. Diferente do filme de Brian de Palma, a série se propõe a reinventar a trama por completo, e introduz motivos inéditos para o famoso clímax, no qual a protagonista é alvo de um balde de sangue de porco e logo pune seus algozes com poderes psíquicos.
Para a atriz em ascensão Summer H. Howell, 22, não foi um desafio subverter aquilo que já havia sido estabelecido no passado. “Para falar a verdade, eu nunca tinha lido o livro, e admito que nunca tinha ouvido falar de Carrie. Talvez eu tenha visto a imagem dela [Sissy Spacek, estrela do filme original] coberta de sangue, e aquele close nos olhos, mas essa é literalmente a única coisa que tentei emular em minha interpretação”, pontuou a jovem em entrevista a VEJA.
Para ela, o mais interessante foi interpretar uma garota “aberta e ansiosa para ir à escola”. No romance e no filme de 1976, Carrie é filha de uma viúva fundamentalista que a agride e a força a rezar rotineiramente, sem lhe apresentar qualquer educação sexual ou científica. Mesmo assim, Carrie sempre foi às aulas e construiu uma relação antagônica com todos os seus colegas ao longo dos anos. Já na série, a garota nunca pisou fora de casa: vivia em cativeiro devido às crenças conspiracionistas do pai, que enxergava o mundo lá fora como puramente ameaçador.

Tudo muda quando ele morre em um acidente de trabalho, e a assistência social obriga a menina a frequentar a escola, assim como a mãe, Margaret (Samantha Sloyan), é forçada a trabalhar em um mercado. “Foi um desafio de muitas maneiras, claro, e as opiniões sobre essa história vêm de todos os lados, mas tentei me ater ao que estava planejado e ao que o roteirista Mike Flanagan queria para a personagem. Eu concordei em ficar afastada de qualquer outro material até encerrar o processo, e acabei de ver o filme e ler o livro. É bem bacana dar esse passo para trás depois de ter encerrado as filmagens”.
Este, porém, não é o fim. Flanagan pretende escrever outras duas temporadas de Carrie, A Estranha, e levar a personagem em aventuras que vão muito além do que as palavras de King já imaginaram.
“Nada está confirmado, mas ficaria muito honrada de continuar o seriado e confio plenamente no Mike. O que quer que ele me proponha, vou aceitar. Só espero que, em algum momento, a Carrie possa voltar a ser uma garota feliz. O final da temporada é sombrio tem esperança, mas ela está profundamente traumatizada. Quero ajudá-la neste processo”, diz Summer, animada. O baile de sangue, dessa vez, é só o começo.
O canal VEJA+ TV está disponível hoje no YouTube, pelo sistema Fast TV na Samsung TV Plus (2059), no LG Channels (126) e no TCL Channel (10031), e nas plataformas Roku e NxTV. O mesmo conteúdo entra no ar também no site de VEJA.
Acompanhe notícias e dicas culturais nos blogs a seguir:
- Tela Plana para novidades da TV e do streaming
- O Som e a Fúria sobre artistas e lançamentos musicais
- Em Cartaz traz dicas de filmes no cinema e no streaming
- Livros para notícias sobre literatura e mercado editorial
Fonte: veja.abril.com.br