Busca por uma candidatura única ocorre em um ambiente mais favorável a Alcolumbre após a vitória de Lula e a derrota de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial
Tereza Cristina (PP-MS) e Rogério Marinho (PL-RN) disputam a preferência da direita para enfrentar Davi Alcolumbre (União-AP) na eleição para a presidência do Senado, mas buscam evitar que a concorrência entre os dois divida os votos da oposição. A intenção é levar adiante a candidatura que reunir melhores condições de conquistar apoios e ameaçar a recondução do atual presidente da Casa.
Marinho afirmou nesta terça-feira que há um acordo para que não sejam candidatos um contra o outro. Enquanto o senador tenta consolidar o apoio do PL e dos parlamentares mais ligados ao bolsonarismo, Tereza procura ampliar sua interlocução com setores do centro e transformar esse trânsito em vantagem na negociação.
O temor de traições acompanha as articulações dos dois. Por isso, ambos cogitam pedir voto aberto. Marinho já defende que os senadores divulguem seus votos, numa tentativa de constranger eventuais deserções. A eleição, pelas regras atuais, é secreta.
A busca por uma candidatura única ocorre em um ambiente mais favorável a Alcolumbre após a vitória de Lula e a derrota de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. O resultado fortaleceu a posição do presidente do Senado nas negociações com o governo e com partidos de centro, ao mesmo tempo que retirou da oposição a perspectiva de articular o comando da Casa com o respaldo do Palácio do Planalto.
Fonte: veja.abril.com.br