Operação contra Castro mira ao menos cinco investigados; saiba quem são

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (15), a Operação Sem Refino, que mira um conglomerado do setor de combustíveis suspeito de envolvimento em fraudes fiscais, ocultação patrimonial, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Entre os alvos da ação está o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, do PL, que teve um mandado de busca e apreensão cumprido em sua casa, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da capital. Ao todo, agentes federais cumprem 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. Também são alvos da operação o empresário Ricardo Andrade Magro, dono do Grupo Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, o desembargador afastado Guaraci Vianna, o ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual e o ex-procurador do estado Renan Saad. Pasqual e Saad foram exoneradas pelo governador em exercício Ricardo Couto no mês passado, numa troca administrativa dos cargos de confiança. Ricardo Andrade Magro, dono do Grupo Refit, desembargador afastado Guaraci Vianna, ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual e ex-procurador do estado Renan Saad Michelle Cadara/Divulgação; TJRJ/Divulgação; Governo do RJ/Divulgação; Redes sociais O desembargador Guaraci de Campos Vianna foi afastado pelo Conselho Nacional de Justiça em março após a Corregedoria identificar indícios de decisões consideradas ilegais no processo de recuperação judicial da Refinaria de Manguinhos, ligada ao Grupo Refit. Segundo o CNJ, mesmo após uma decisão do STJ determinar a suspensão imediata do processo por risco à ordem pública, o magistrado teria continuado a conduzir o caso. A Corregedoria também apontou suspeitas sobre a nomeação de uma empresa pericial questionada por possível parcialidade. Segundo a PF, a investigação apura a atuação de empresas suspeitas de utilizar estruturas societárias e financeiras para ocultação de patrimônio, dissimulação de bens e envio ilegal de recursos ao exterior. A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas. Um dos alvos também teve o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol. O foco central da investigação é a atuação da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro. A refinaria é investigada por suspeitas de fraude fiscal e importação irregular de combustíveis. As autoridades apontam indícios de que a unidade operaria como uma “refinaria fantasma”, simulando atividades de refino enquanto importava derivados praticamente prontos para reduzir a carga tributária. Ricardo Magro, proprietário do Grupo Refit, é considerado um dos maiores devedores de impostos do país. Ele é apontado como o maior devedor de ICMS do estado de São Paulo, o segundo maior do Rio de Janeiro e um dos maiores devedores da União. A PF tenta localizar o empresário, que passou a ser procurado internacionalmente após a inclusão de seu nome na lista da Interpol. O nome de Magro já havia aparecido em fases da Operação Carbono Oculto, que investigou a atuação do PCC no mercado de combustíveis. A operação desta sexta-feira foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, e é um desdobramento das investigações conduzidas no âmbito da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que apura a atuação de organizações criminosas e possíveis conexões com agentes públicos no Rio de Janeiro. O caso também ocorre em meio à crise política no estado. O Rio de Janeiro está sem governador oficial desde 23 de março, quando Cláudio Castro renunciou um dia antes de ser condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral à inelegibilidade. Desde então, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto, ocupa interinamente o comando do estado. Apesar da nova operação atingir figuras ligadas ao governo estadual, a PF ressaltou que a ação não tem relação com as investigações envolvendo o caso Banco Master, que apura aportes de cerca de R$ 1 bilhão feitos pelo Rioprevidência e de mais de R$ 230 milhões pela Cedae. Nos últimos dias, Ricardo Magro também entrou no debate político nacional após ser citado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula afirmou publicamente que conversou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre brasileiros investigados que estariam vivendo nos EUA e disse esperar a prisão de Magro. A operação conta com apoio técnico da Receita Federal. A CBN tenta contato com as defesas dos investigados.

Operação contra Castro mira ao menos cinco investigados; saiba quem são

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (15), a Operação Sem Refino, que mira um conglomerado do setor de combustíveis suspeito de envolvimento em fraudes fiscais, ocultação patrimonial, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Entre os alvos da ação está o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, do PL, que teve um mandado de busca e apreensão cumprido em sua casa, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da capital. Ao todo, agentes federais cumprem 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. Também são alvos da operação o empresário Ricardo Andrade Magro, dono do Grupo Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, o desembargador afastado Guaraci Vianna, o ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual e o ex-procurador do estado Renan Saad. Pasqual e Saad foram exoneradas pelo governador em exercício Ricardo Couto no mês passado, numa troca administrativa dos cargos de confiança. Ricardo Andrade Magro, dono do Grupo Refit, desembargador afastado Guaraci Vianna, ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual e ex-procurador do estado Renan Saad Michelle Cadara/Divulgação; TJRJ/Divulgação; Governo do RJ/Divulgação; Redes sociais O desembargador Guaraci de Campos Vianna foi afastado pelo Conselho Nacional de Justiça em março após a Corregedoria identificar indícios de decisões consideradas ilegais no processo de recuperação judicial da Refinaria de Manguinhos, ligada ao Grupo Refit. Segundo o CNJ, mesmo após uma decisão do STJ determinar a suspensão imediata do processo por risco à ordem pública, o magistrado teria continuado a conduzir o caso. A Corregedoria também apontou suspeitas sobre a nomeação de uma empresa pericial questionada por possível parcialidade. Segundo a PF, a investigação apura a atuação de empresas suspeitas de utilizar estruturas societárias e financeiras para ocultação de patrimônio, dissimulação de bens e envio ilegal de recursos ao exterior. A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas. Um dos alvos também teve o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol. O foco central da investigação é a atuação da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro. A refinaria é investigada por suspeitas de fraude fiscal e importação irregular de combustíveis. As autoridades apontam indícios de que a unidade operaria como uma “refinaria fantasma”, simulando atividades de refino enquanto importava derivados praticamente prontos para reduzir a carga tributária. Ricardo Magro, proprietário do Grupo Refit, é considerado um dos maiores devedores de impostos do país. Ele é apontado como o maior devedor de ICMS do estado de São Paulo, o segundo maior do Rio de Janeiro e um dos maiores devedores da União. A PF tenta localizar o empresário, que passou a ser procurado internacionalmente após a inclusão de seu nome na lista da Interpol. O nome de Magro já havia aparecido em fases da Operação Carbono Oculto, que investigou a atuação do PCC no mercado de combustíveis. A operação desta sexta-feira foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, e é um desdobramento das investigações conduzidas no âmbito da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que apura a atuação de organizações criminosas e possíveis conexões com agentes públicos no Rio de Janeiro. O caso também ocorre em meio à crise política no estado. O Rio de Janeiro está sem governador oficial desde 23 de março, quando Cláudio Castro renunciou um dia antes de ser condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral à inelegibilidade. Desde então, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto, ocupa interinamente o comando do estado. Apesar da nova operação atingir figuras ligadas ao governo estadual, a PF ressaltou que a ação não tem relação com as investigações envolvendo o caso Banco Master, que apura aportes de cerca de R$ 1 bilhão feitos pelo Rioprevidência e de mais de R$ 230 milhões pela Cedae. Nos últimos dias, Ricardo Magro também entrou no debate político nacional após ser citado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula afirmou publicamente que conversou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre brasileiros investigados que estariam vivendo nos EUA e disse esperar a prisão de Magro. A operação conta com apoio técnico da Receita Federal. A CBN tenta contato com as defesas dos investigados.