Destacamento de tropas americanas no Oriente Médio é estendido até 2027, diz jornal
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, estendeu o destacamento de tropas americanas no Oriente Médio até 2027. A informação foi revelada pelo jornal Wall Street Journal, citando diversas fontes, dando indícios que a guerra pode se estender até o próximo ano. Manter 50 mil soldados na região permite ao presidente dos EUA, Donald Trump, a flexibilidade para planejar seus próximos passos. Trump está discutindo com seus assessores a possibilidade de encerrar a guerra, uma ideia que o presidente aprecia, disseram fontes ao WSJ. O comandante-em-chefe está confiante de que sua estratégia de pressão econômica funcionará e forçará o regime a desmantelar seu programa nuclear ou entrar em colapso. 'Estamos vencendo no Irã: Controlamos o Estreito de Ormuz, assegurou Trump na Casa Branca, onde recebeu candidatos republicanos nas eleições de meio de mandato dos EUA. Entretanto, Steve Witkoff, conselheiro do governo Trump para o Oriente Médio, se reuniu com o conselheiro de segurança nacional dos Emirados Árabes Unidos na Sardenha no último fim de semana para discutir os próximos passos em relação ao Irã. A informação foi divulgada pelo Axios, citando fontes que afirmam que o encontro faz parte dos esforços do governo Trump para manter o Estreito de Ormuz aberto. Rússia está ajudando secretamente Irã a desenvolver mísseis supersônicos avançados, diz jornal Reunião entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian. Kristina Solovyova / POOL / AFP A Rússia está ajudando de forma o Irã a desenvolver mísseis de cruzeiro supersônicos avançados, segundo reportagem do jornal Financial Times, que cita uma investigação iniciada em 2023 e que se estendeu até a guerra dos EUA contra o Irã. O programa secreto, com duração de vários anos e codinome C430L, envolveu alguns dos especialistas em mísseis mais experientes da Rússia para auxiliar o Irã no desenvolvimento de uma nova classe de armas capaz de ameaçar porta-aviões e outros navios de guerra americanos no Oriente Médio. O Irã construiu e testou em voo o sistema de propulsão, mas não há evidências de que um míssil de cruzeiro supersônico com assistência russa tenha entrado em serviço, afirmou o jornal. O Financial Times afirmou que a Rosoboronexport, exportadora estatal russa de armas, negociou o programa com a NPO Mashinostroyenia, desenvolvedora de mísseis. Segundo documentos analisados pelo jornal, engenheiros russos fizeram repetidas viagens ao Irã antes da assinatura de um contrato com o Ministério da Defesa e Logística das Forças Armadas iranianas em novembro de 2023. Explosão em ataque ucraniano no Mar Cáspio, próximo ao Irã. Reprodução Os mísseis de cruzeiro supersônicos combinam alta velocidade com voo em baixa altitude, tornando-os mais difíceis de serem detectados e neutralizados rapidamente pelas defesas aéreas e antimísseis. Isso pode ser particularmente significativo no Golfo Pérsico, onde os Estados Unidos e seus aliados regionais operam defesas avançadas em terra e no mar. O Financial Times afirmou que o programa continuou até 2026, com a Rússia preparando relatórios técnicos e ambos os lados discutindo uma nova fase de desenvolvimento. Uma carta da Rosoboronexport datada de junho de 2026 indicava que as negociações sobre a próxima etapa ainda estavam em andamento, embora não estivesse claro se ela já havia começado. Em meio a isso, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, se reuniu nesta terça-feira (1) com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, à margem da reunião do Conselho de Chefes de Estado da Organização de Cooperação de Xangai. Putin disse a Pezeshkian que a Rússia se solidariza com o povo iraniano em sua luta contra os Estados Unidos e Israel, segundo relatado pela Al Jazeera. Putin também afirmou que a Rússia e o Irã manterão suas relações econômicas e comerciais, apesar do atual cenário político e militar. A afirmação ocorre em meio as ameaças dos EUA de impor um novo regime de sanções contra qualquer país que coopere economicamente com o Irã, incluindo seus aliados próximos, Rússia e China. O presidente russo ainda comentou que o país está prestando 'assistência necessária' ao país neste momento, sem explicar como isso estava sendo realizado. Por sua vez, o presidente iraniano agradeceu ao líder do Kremlin por sua posição no conflito entre Irã e os Estados Unidos e Israel. Pezeshkian expressou 'confiança na capacidade de resistir às sanções dos EUA' durante a reunião. 'A relação entre nossos países é estratégica. Estamos convencidos de que este é o caminho certo para combater o unilateralismo dos EUA. Podemos neutralizar todas as sanções que nos foram impostas. Dentro de organizações como a OCX e outras, podemos contornar todas as ações unilaterais e cooperar multilateralmente', afirmou, segundo a agência de notícias russa RIA. Mísseis supersônicos iranianos. Reprodução

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, estendeu o destacamento de tropas americanas no Oriente Médio até 2027. A informação foi revelada pelo jornal Wall Street Journal, citando diversas fontes, dando indícios que a guerra pode se estender até o próximo ano. Manter 50 mil soldados na região permite ao presidente dos EUA, Donald Trump, a flexibilidade para planejar seus próximos passos. Trump está discutindo com seus assessores a possibilidade de encerrar a guerra, uma ideia que o presidente aprecia, disseram fontes ao WSJ. O comandante-em-chefe está confiante de que sua estratégia de pressão econômica funcionará e forçará o regime a desmantelar seu programa nuclear ou entrar em colapso. 'Estamos vencendo no Irã: Controlamos o Estreito de Ormuz, assegurou Trump na Casa Branca, onde recebeu candidatos republicanos nas eleições de meio de mandato dos EUA. Entretanto, Steve Witkoff, conselheiro do governo Trump para o Oriente Médio, se reuniu com o conselheiro de segurança nacional dos Emirados Árabes Unidos na Sardenha no último fim de semana para discutir os próximos passos em relação ao Irã. A informação foi divulgada pelo Axios, citando fontes que afirmam que o encontro faz parte dos esforços do governo Trump para manter o Estreito de Ormuz aberto. Rússia está ajudando secretamente Irã a desenvolver mísseis supersônicos avançados, diz jornal Reunião entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian. Kristina Solovyova / POOL / AFP A Rússia está ajudando de forma o Irã a desenvolver mísseis de cruzeiro supersônicos avançados, segundo reportagem do jornal Financial Times, que cita uma investigação iniciada em 2023 e que se estendeu até a guerra dos EUA contra o Irã. O programa secreto, com duração de vários anos e codinome C430L, envolveu alguns dos especialistas em mísseis mais experientes da Rússia para auxiliar o Irã no desenvolvimento de uma nova classe de armas capaz de ameaçar porta-aviões e outros navios de guerra americanos no Oriente Médio. O Irã construiu e testou em voo o sistema de propulsão, mas não há evidências de que um míssil de cruzeiro supersônico com assistência russa tenha entrado em serviço, afirmou o jornal. O Financial Times afirmou que a Rosoboronexport, exportadora estatal russa de armas, negociou o programa com a NPO Mashinostroyenia, desenvolvedora de mísseis. Segundo documentos analisados pelo jornal, engenheiros russos fizeram repetidas viagens ao Irã antes da assinatura de um contrato com o Ministério da Defesa e Logística das Forças Armadas iranianas em novembro de 2023. Explosão em ataque ucraniano no Mar Cáspio, próximo ao Irã. Reprodução Os mísseis de cruzeiro supersônicos combinam alta velocidade com voo em baixa altitude, tornando-os mais difíceis de serem detectados e neutralizados rapidamente pelas defesas aéreas e antimísseis. Isso pode ser particularmente significativo no Golfo Pérsico, onde os Estados Unidos e seus aliados regionais operam defesas avançadas em terra e no mar. O Financial Times afirmou que o programa continuou até 2026, com a Rússia preparando relatórios técnicos e ambos os lados discutindo uma nova fase de desenvolvimento. Uma carta da Rosoboronexport datada de junho de 2026 indicava que as negociações sobre a próxima etapa ainda estavam em andamento, embora não estivesse claro se ela já havia começado. Em meio a isso, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, se reuniu nesta terça-feira (1) com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, à margem da reunião do Conselho de Chefes de Estado da Organização de Cooperação de Xangai. Putin disse a Pezeshkian que a Rússia se solidariza com o povo iraniano em sua luta contra os Estados Unidos e Israel, segundo relatado pela Al Jazeera. Putin também afirmou que a Rússia e o Irã manterão suas relações econômicas e comerciais, apesar do atual cenário político e militar. A afirmação ocorre em meio as ameaças dos EUA de impor um novo regime de sanções contra qualquer país que coopere economicamente com o Irã, incluindo seus aliados próximos, Rússia e China. O presidente russo ainda comentou que o país está prestando 'assistência necessária' ao país neste momento, sem explicar como isso estava sendo realizado. Por sua vez, o presidente iraniano agradeceu ao líder do Kremlin por sua posição no conflito entre Irã e os Estados Unidos e Israel. Pezeshkian expressou 'confiança na capacidade de resistir às sanções dos EUA' durante a reunião. 'A relação entre nossos países é estratégica. Estamos convencidos de que este é o caminho certo para combater o unilateralismo dos EUA. Podemos neutralizar todas as sanções que nos foram impostas. Dentro de organizações como a OCX e outras, podemos contornar todas as ações unilaterais e cooperar multilateralmente', afirmou, segundo a agência de notícias russa RIA. Mísseis supersônicos iranianos. Reprodução
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