Douglas Ruas defende que governador eleito no Rio assuma antecipadamente o cargo
Em meio às incertezas sobre o futuro do comando do Executivo fluminense, o candidato do PL ao governo do estado e presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas, defendeu nesta quinta-feira que o candidato escolhido pela população nas urnas em outubro deve assumir antecipadamente a chefia do Estado. A declaração foi dada durante uma sabatina de Ruas em uma emissora de televisão durante a tarde. É a primeira vez em que algum candidato diz publicamente que não vê mais sentido na realização de um pleito extraordinário para um mandato tampão. "Eu sempre me manifestei a favor das eleições diretas, então já temos uma eleição marcada para o dia 4 de outubro. Quem ganha a eleição, na minha opinião, deve assumir o governo do estado." A declaração, no entanto, gerou reação no cenário político, sendo prontamente rebatida pelo ex-governador e candidato pelo Republicanos, Anthony Garotinho, que cobrou o cumprimento das regras constitucionais e disse à CBN que o vencedor das eleições só pode assumir em janeiro. Já Eduardo Paes, do PSD, disse que seguirá o que o Supremo vier a decidir: "De acordo com o que o Poder Judiciário decidir, a única coisa que eu queria era uma eleição direta para que o processo fosse legítimo, por isso entramos com ação. Agora o que o Poder Judiciário decidir é o que a gente vai cumprir. Eu não sou analista de opiniões alheias nem de decisões judiciais, eu cumpro decisão judicial. O Supremo é que tem que decidir isso. Eu acho que é muito importante que a gente tenha, governando o Estado, alguém eleito pelo voto popular, pelo voto direto." O tema em discussão voltaria a discussão ontem no Supremo Tribunal Federal, mas o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, excluiu da pauta de julgamento o processo que discute o formato da eleição para um mandato-tampão no governo do Rio, após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro. Ainda não há uma nova data para a análise do caso. Na prática, com isso, o desembargador Ricardo Couto segue na posição de governador interino até dezembro. Com o Estado sob gestão interina, o debate sobre os caminhos para a transição de governo mobiliza juristas, lideranças partidárias e os próprios quadros da Alerj. Nos bastidores do Palácio Tiradentes, cogitou-se a hipótese de uma eleição indireta conduzida pelos próprios deputados estaduais para definir um mandato-tampão.

Em meio às incertezas sobre o futuro do comando do Executivo fluminense, o candidato do PL ao governo do estado e presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas, defendeu nesta quinta-feira que o candidato escolhido pela população nas urnas em outubro deve assumir antecipadamente a chefia do Estado. A declaração foi dada durante uma sabatina de Ruas em uma emissora de televisão durante a tarde. É a primeira vez em que algum candidato diz publicamente que não vê mais sentido na realização de um pleito extraordinário para um mandato tampão. "Eu sempre me manifestei a favor das eleições diretas, então já temos uma eleição marcada para o dia 4 de outubro. Quem ganha a eleição, na minha opinião, deve assumir o governo do estado." A declaração, no entanto, gerou reação no cenário político, sendo prontamente rebatida pelo ex-governador e candidato pelo Republicanos, Anthony Garotinho, que cobrou o cumprimento das regras constitucionais e disse à CBN que o vencedor das eleições só pode assumir em janeiro. Já Eduardo Paes, do PSD, disse que seguirá o que o Supremo vier a decidir: "De acordo com o que o Poder Judiciário decidir, a única coisa que eu queria era uma eleição direta para que o processo fosse legítimo, por isso entramos com ação. Agora o que o Poder Judiciário decidir é o que a gente vai cumprir. Eu não sou analista de opiniões alheias nem de decisões judiciais, eu cumpro decisão judicial. O Supremo é que tem que decidir isso. Eu acho que é muito importante que a gente tenha, governando o Estado, alguém eleito pelo voto popular, pelo voto direto." O tema em discussão voltaria a discussão ontem no Supremo Tribunal Federal, mas o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, excluiu da pauta de julgamento o processo que discute o formato da eleição para um mandato-tampão no governo do Rio, após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro. Ainda não há uma nova data para a análise do caso. Na prática, com isso, o desembargador Ricardo Couto segue na posição de governador interino até dezembro. Com o Estado sob gestão interina, o debate sobre os caminhos para a transição de governo mobiliza juristas, lideranças partidárias e os próprios quadros da Alerj. Nos bastidores do Palácio Tiradentes, cogitou-se a hipótese de uma eleição indireta conduzida pelos próprios deputados estaduais para definir um mandato-tampão.
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