Mulher presa por chefiar esquema de fraude milionário é exonerada de cargo da Casa Civil do Rio

O Governo do Rio de Janeiro exonerou nesta quarta-feira (3), em edição extra do Diário Oficial, uma mulher presa pela Polícia Civil por chefiar um esquema de fraude milionário envolvendo obras de arte e imóveis de luxo. Michele Montenegro estava nomeada como assessora dentro da Casa Civil, mas usava outro nome para a nomeação: Mia Montenegro. Advogado de pai de Henry Borel diz a jurados que sente pena de Monique Medeiros Mesmo sem Cláudio Castro, disputa para o Senado tem inelegíveis e tentativas de acordo Logo após ser presa em sua casa em Ipanema, na Zona Sul do Rio, ela foi reconhecida pela pasta e retirada da função comissionada. A atual gestão à frente da Casa Civil do Governo do Rio destaca que ela foi nomeada no Poder Executivo Estadual na gestão passada, ainda em outubro de 2025. Segundo a gestão, ainda não existiam os procedimentos de compliance para avaliar as nomeações instauradas, como é feito com as nomeações atuais. Mia Montenegro (ou Michele Montenegro) recebeu um salário aproximado de R$ 12 mil enquanto exercia o papel de assessora no Governo do Estado. A operação da polícia, no entanto, aponta que ela usava o falso título de advogada e de herdeira como uma maneira de conquistar as vítimas, para dizer que tinha um longo patrimônio e que dele viriam as obras de arte. A polícia prendeu também um advogado chamado Felipe Bittencourt, que tinha uma das obras de arte falsificadas em casa. De acordo com o delegado Marcos Buss, em entrevista à TV Globo, a suspeita construía uma imagem de riqueza e credibilidade e, então, convencia as vítimas a entregar bens de alto valor para esse esquema fraudulento. "Essa pessoa suspeita se apresentaria como muito rica, como uma advogada, se aproximava da vítima, então conseguia 'fudibriar' todo um cenário ali, e a vítima, dono de um antiquário, acabou entregando a ela quatro obras de arte que, juntas, estão avaliadas em mais de R$ 10 milhões. Elas ainda estão desaparecidas, uma delas a gente conseguiu recuperar, que estava justamente na casa do advogado", disse. De acordo com a investigação da Polícia Civil, Michele usava a promessa de negócios lucrativos para tentar convencer outras vítimas e fazer, inclusive, pagamentos antecipados, repassando valores em dinheiro. O prejuízo já foi identificado e ultrapassa a casa de R$ 2 milhões. Durante toda a operação, os agentes apreenderam documentos com indícios de falsificação, comprovantes bancários e cheques devolvidos por fraude. Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, destinados a endereços de Ipanema, de outros bairros das zonas Sudoeste e Norte do Rio de Janeiro e também na cidade de Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Michele Montenegro é investigada por estelionato e apropriação indébita.

Mulher presa por chefiar esquema de fraude milionário é exonerada de cargo da Casa Civil do Rio

O Governo do Rio de Janeiro exonerou nesta quarta-feira (3), em edição extra do Diário Oficial, uma mulher presa pela Polícia Civil por chefiar um esquema de fraude milionário envolvendo obras de arte e imóveis de luxo. Michele Montenegro estava nomeada como assessora dentro da Casa Civil, mas usava outro nome para a nomeação: Mia Montenegro. Advogado de pai de Henry Borel diz a jurados que sente pena de Monique Medeiros Mesmo sem Cláudio Castro, disputa para o Senado tem inelegíveis e tentativas de acordo Logo após ser presa em sua casa em Ipanema, na Zona Sul do Rio, ela foi reconhecida pela pasta e retirada da função comissionada. A atual gestão à frente da Casa Civil do Governo do Rio destaca que ela foi nomeada no Poder Executivo Estadual na gestão passada, ainda em outubro de 2025. Segundo a gestão, ainda não existiam os procedimentos de compliance para avaliar as nomeações instauradas, como é feito com as nomeações atuais. Mia Montenegro (ou Michele Montenegro) recebeu um salário aproximado de R$ 12 mil enquanto exercia o papel de assessora no Governo do Estado. A operação da polícia, no entanto, aponta que ela usava o falso título de advogada e de herdeira como uma maneira de conquistar as vítimas, para dizer que tinha um longo patrimônio e que dele viriam as obras de arte. A polícia prendeu também um advogado chamado Felipe Bittencourt, que tinha uma das obras de arte falsificadas em casa. De acordo com o delegado Marcos Buss, em entrevista à TV Globo, a suspeita construía uma imagem de riqueza e credibilidade e, então, convencia as vítimas a entregar bens de alto valor para esse esquema fraudulento. "Essa pessoa suspeita se apresentaria como muito rica, como uma advogada, se aproximava da vítima, então conseguia 'fudibriar' todo um cenário ali, e a vítima, dono de um antiquário, acabou entregando a ela quatro obras de arte que, juntas, estão avaliadas em mais de R$ 10 milhões. Elas ainda estão desaparecidas, uma delas a gente conseguiu recuperar, que estava justamente na casa do advogado", disse. De acordo com a investigação da Polícia Civil, Michele usava a promessa de negócios lucrativos para tentar convencer outras vítimas e fazer, inclusive, pagamentos antecipados, repassando valores em dinheiro. O prejuízo já foi identificado e ultrapassa a casa de R$ 2 milhões. Durante toda a operação, os agentes apreenderam documentos com indícios de falsificação, comprovantes bancários e cheques devolvidos por fraude. Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, destinados a endereços de Ipanema, de outros bairros das zonas Sudoeste e Norte do Rio de Janeiro e também na cidade de Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Michele Montenegro é investigada por estelionato e apropriação indébita.