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A luta de Tifanny na Justiça para continuar jogando torneios nacionais de vôlei

Atleta trans foi impedida de jogar a Supercopa e a Superliga devido às novas regras de elegibilidade adotadas pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV)

Tifanny Abreu e o time do Osasco entraram na Justiça para garantir a participação da jogadora de vôlei na Supercopa e na Superliga, segundo informações do GE. A atleta foi impedida de atuar nas competições devido às novas regras de elegibilidade adotadas pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) para mulheres transgênero, mudança anunciada em agosto.

A entidade passou a adotar a política do Comitê Olímpico Internacional (COI), que determina que as jogadoras apresentem teste genético com resultado negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento masculino. 

A primeira partida da Supercopa será disputada na noite desta sexta-feira, 16, contra o Praia Clube. Na quinta, 15, as inscrições das demais atletas do time foram aceitas pela CBV, exceto a de Tifanny. A Superliga começa na próxima semana. A atleta de 41 anos foi a primeira transexual a disputar uma partida oficial do campeonato feminino no país, em 2017, e já está em sua sexta temporada pelo clube.

A Justiça Desportiva havia sido acionada para garantir que um pedido de liminar fosse aceito enquanto o caso é analisado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Porém, na manhã de hoje, o órgão negou a liminar. Um recurso foi apresentado ao Tribunal Pleno do STJD, além de um novo pedido de liminar na Justiça comum.

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“A Constituição Federal diz que uma nova norma não pode revogar o direito que ela tem de exercer sua profissão, o que ela vinha fazendo há tantos anos. Ela participou das competições que garantiram o lugar do Osasco na Supercopa, diante disso, é direito da atleta que contribuiu com a campanha estar disputando o campeonato”, disse o advogado Luis Fernando Novaes ao GE. Segundo ele, a determinação não veio acompanhada de uma tentativa de diálogo com a atleta.

Na última terça-feira, 13, o Osasco venceu o Campeonato Paulista de Vôlei Feminino 2026. Ao comemorar o título em seu perfil no Instagram, Tifanny desabafou sobre as novas regras da CBV: “Essa conquista também representa a força de quem segue lutando para existir, pertencer e ser respeitada. Não vou desistir! Não vou abrir mão da minha história e muito menos do meu direito de continuar exercendo a profissão que escolhi e à qual dediquei tantos anos da minha vida”.

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A atleta continuou: “Quero continuar jogando, competindo e construindo minha trajetória até o momento em que eu mesma decidir encerrar minha carreira, com a dignidade, o respeito e o reconhecimento que todo atleta merece”.

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Fonte: veja.abril.com.br

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