Governo Trump cita para classificação 'risco significativo' do PCC e CV cometerem atos de terroristas

Na publicação no diário oficial dos Estados Unidos, o Federal Register, que oficialmente classificou o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como terroristas, o governo Trump afirmou que os grupos representavam um 'risco significativo de cometer ou participaram de treinamento para cometer atos de terrorismo'. O texto, assinado pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, defende que há 'base factual suficiente' para a conclusão dos dois grupos como terroristas. No nome oficial, as duas entram na designação de Organizações Terroristas Estrangeiras para a Lei da Imigração e Nacionalidade em sua seção 219. Além disso, o PCC e o CV também foram formalizados em outra designação, a de Terroristas Globais Especialmente Designados. 'As pessoas conhecidas como Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho são estrangeiros que cometeram ou tentaram cometer, representam um risco significativo de cometer ou participaram de treinamento para cometer atos de terrorismo que ameaçam a segurança de cidadãos dos EUA ou a segurança nacional, a política externa ou a economia dos Estados Unidos', afirma o texto assinado por Rubio. Diante da entrada em vigor da medida adotada pelo governo do presidente Donald Trump, o Palácio do Planalto trabalha para ampliar a cooperação internacional no combate ao crime organizado e reduzir possíveis impactos econômicos sobre empresas brasileiras. Nas últimas semanas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a afirmar que telefonaria para Trump para tentar reverter a decisão por meio do diálogo. Agora, porém, integrantes da diplomacia brasileira avaliam que a classificação não deve ser retirada no curto prazo. Segundo O Globo, Lula orientou auxiliares a aperfeiçoar os canais de cooperação internacional. O objetivo é reforçar o discurso de que o Brasil combate o crime organizado e está disposto a compartilhar informações e coordenar ações de segurança com outros países. Armas do Comando Vermelho apreendidas em megaoperação no Rio de Janeiro Matheus Maciel / CBN O governo federal também estuda a concessão de apoio financeiro a empresas que possam ser prejudicadas pela decisão americana. A avaliação no Planalto é de que as medidas de resposta devem ser definidas a partir desta sexta-feira, com a classificação oficialmente em vigor. Analistas apontam que a decisão dos Estados Unidos pode resultar em sanções econômicas e afetar o intercâmbio de informações entre os dois países. Pessoas próximas ao presidente, no entanto, descartam neste momento a possibilidade de operações militares americanas em território brasileiro. De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a medida unilateral dos Estados Unidos pode atingir bancos, fintechs e até a infraestrutura do Pix. O governo Trump sustenta que PCC e Comando Vermelho já possuem atuação em 12 estados americanos. Na semana passada, Lula criticou a classificação das facções como organizações terroristas e defendeu a soberania nacional. O presidente afirmou que PCC e Comando Vermelho devem ser combatidos pelas autoridades brasileiras e rejeitou qualquer tentativa de interferência externa. Em nota divulgada após a decisão de Washington, o Palácio do Planalto afirmou que o Brasil é uma nação soberana e mantém um combate permanente às facções criminosas. O texto destaca que o crime organizado atua com fins lucrativos e não pode ser confundido com o terrorismo internacional. O governo brasileiro também afirmou que a decisão americana foi motivada por manipulação política e classificou como "deplorável" a viagem do senador Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos para defender uma intervenção estrangeira. A nota conclui que a soberania nacional é "inegociável" e rejeita qualquer interferência externa nos assuntos internos do país. Presidentes Donald Trump e Lula em encontro na Casa Branca, em maio de 2026 Divulgação/Lula

Governo Trump cita para classificação 'risco significativo' do PCC e CV cometerem atos de terroristas

Na publicação no diário oficial dos Estados Unidos, o Federal Register, que oficialmente classificou o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como terroristas, o governo Trump afirmou que os grupos representavam um 'risco significativo de cometer ou participaram de treinamento para cometer atos de terrorismo'. O texto, assinado pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, defende que há 'base factual suficiente' para a conclusão dos dois grupos como terroristas. No nome oficial, as duas entram na designação de Organizações Terroristas Estrangeiras para a Lei da Imigração e Nacionalidade em sua seção 219. Além disso, o PCC e o CV também foram formalizados em outra designação, a de Terroristas Globais Especialmente Designados. 'As pessoas conhecidas como Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho são estrangeiros que cometeram ou tentaram cometer, representam um risco significativo de cometer ou participaram de treinamento para cometer atos de terrorismo que ameaçam a segurança de cidadãos dos EUA ou a segurança nacional, a política externa ou a economia dos Estados Unidos', afirma o texto assinado por Rubio. Diante da entrada em vigor da medida adotada pelo governo do presidente Donald Trump, o Palácio do Planalto trabalha para ampliar a cooperação internacional no combate ao crime organizado e reduzir possíveis impactos econômicos sobre empresas brasileiras. Nas últimas semanas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a afirmar que telefonaria para Trump para tentar reverter a decisão por meio do diálogo. Agora, porém, integrantes da diplomacia brasileira avaliam que a classificação não deve ser retirada no curto prazo. Segundo O Globo, Lula orientou auxiliares a aperfeiçoar os canais de cooperação internacional. O objetivo é reforçar o discurso de que o Brasil combate o crime organizado e está disposto a compartilhar informações e coordenar ações de segurança com outros países. Armas do Comando Vermelho apreendidas em megaoperação no Rio de Janeiro Matheus Maciel / CBN O governo federal também estuda a concessão de apoio financeiro a empresas que possam ser prejudicadas pela decisão americana. A avaliação no Planalto é de que as medidas de resposta devem ser definidas a partir desta sexta-feira, com a classificação oficialmente em vigor. Analistas apontam que a decisão dos Estados Unidos pode resultar em sanções econômicas e afetar o intercâmbio de informações entre os dois países. Pessoas próximas ao presidente, no entanto, descartam neste momento a possibilidade de operações militares americanas em território brasileiro. De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a medida unilateral dos Estados Unidos pode atingir bancos, fintechs e até a infraestrutura do Pix. O governo Trump sustenta que PCC e Comando Vermelho já possuem atuação em 12 estados americanos. Na semana passada, Lula criticou a classificação das facções como organizações terroristas e defendeu a soberania nacional. O presidente afirmou que PCC e Comando Vermelho devem ser combatidos pelas autoridades brasileiras e rejeitou qualquer tentativa de interferência externa. Em nota divulgada após a decisão de Washington, o Palácio do Planalto afirmou que o Brasil é uma nação soberana e mantém um combate permanente às facções criminosas. O texto destaca que o crime organizado atua com fins lucrativos e não pode ser confundido com o terrorismo internacional. O governo brasileiro também afirmou que a decisão americana foi motivada por manipulação política e classificou como "deplorável" a viagem do senador Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos para defender uma intervenção estrangeira. A nota conclui que a soberania nacional é "inegociável" e rejeita qualquer interferência externa nos assuntos internos do país. Presidentes Donald Trump e Lula em encontro na Casa Branca, em maio de 2026 Divulgação/Lula