Ônibus do Rio deixarão de aceitar pagamento em dinheiro; saiba mais

A decisão da Prefeitura do Rio de acabar com o pagamento em dinheiro nos ônibus municipais já provoca dúvidas e críticas entre passageiros que temem dificuldades em situações do dia a dia, como perda do cartão, problemas no aplicativo ou dificuldade para fazer cadastro no sistema Jaé. Apesar disso, dados do Painel do Sistema de Bilhetagem Digital do Jaé mostram que o uso de dinheiro já representa uma parcela mínima dos embarques na cidade. Entre janeiro de 2024 e maio de 2026, apenas 0,03% das viagens registradas no sistema foram pagas em espécie. Nessa terça-feira (12), a Prefeitura anunciou que, a partir do dia 30 de maio, os ônibus municipais deixarão de aceitar dinheiro como forma de pagamento. As mudanças também atingem as integrações tarifárias. O Bilhete Único Carioca e o Bilhete Único Margaridas vão passar a funcionar só pelo cartão Jaé preto ou pelo QR Code gerado no aplicativo do sistema. Na Central do Brasil, o professor Carlos Antunes criticou a mudança e disse que a medida deveria passar por maior debate com a população. "Às vezes a pessoa quer pagar ali com o dinheiro e a pessoa e vão tirar esse direito da população de ter um livre arbítrio de pagar a passagem como ela bem quiser. Então, por exemplo, se a pessoa não conseguir fazer o cartão, como que ela vai se locomover, como que ela vai andar num transporte público? Então eu acho que teria que, se for implantar isso, tem que ser, eu acho que, uma coisa que possa ser de opinião pública. Eu quero ter o Jaé ou não quero ter o Jaé, quero continuar pagando em dinheiro ou não. Não pode ser uma imposição." Já a secretária Sabrina Souza contou que já usa o Jaé, mas teme situações inesperadas, como perder o cartão e ficar sem alternativa para voltar para casa. "Pra mim já não faz mais diferença porque hoje eu fui para o Jaé. Mas se eu perder o meu cartão e tiver na rua e quiser voltar para casa, se eu tiver dinheiro, eu não vou poder acessar. Senão eu vou ter que ir atrás de um cartão, vou ter que ir atrás de um posto desses que vende, então por esse lado acaba sendo meio contramão, né?" De acordo com o Jaé, o cartão verde segue à venda nas bilheterias das estações do BRT e nas máquinas de autoatendimento. Quem já tem saldo nesse cartão vai poder continuar usando os créditos normalmente até acabarem. Já o passageiro que quiser manter o benefício da integração vai precisar criar uma conta no aplicativo do Jaé. Segundo o sistema, depois do cadastro feito pelo app, a integração já fica disponível imediatamente. A partir daí, o usuário pode pedir o cartão físico preto ou usar apenas a versão virtual. Nesse caso, o pagamento é feito por QR Code, gerado diretamente no aplicativo antes do embarque e apresentado no validador do ônibus. O Jaé informou que o QR Code vai funcionar como alternativa permanente ao cartão físico. Também é possível pagar a passagem de mais de uma pessoa usando o mesmo celular. Depois da primeira validação, o passageiro pode gerar um novo QR Code no aplicativo. Se houver saldo disponível, a nova passagem é liberada normalmente. Para quem prefere atendimento presencial, o Jaé informou que há máquinas de autoatendimento em estações de metrô da Barra e da Zona Sul. Entre os pontos estão Jardim Oceânico, Botafogo, Siqueira Campos, Cardeal Arcoverde, Flamengo, Nossa Senhora da Paz, General Osório, Jardim de Alah, Antero de Quental e São Conrado. Quem não tem celular ou tem dificuldade pra usar aplicativo, pode procurar um posto de atendimento do Jaé pra fazer o cadastro e solicitar o cartão preto. Os endereços estão disponíveis no site do sistema. A Prefeitura afirma que as mudanças fazem parte do processo de modernização do transporte público municipal. Segundo o município, a medida busca ampliar o controle da operação, aumentar a transparência do sistema, reduzir o tempo de embarque e eliminar o manuseio de dinheiro pelos motoristas.

Ônibus do Rio deixarão de aceitar pagamento em dinheiro; saiba mais

A decisão da Prefeitura do Rio de acabar com o pagamento em dinheiro nos ônibus municipais já provoca dúvidas e críticas entre passageiros que temem dificuldades em situações do dia a dia, como perda do cartão, problemas no aplicativo ou dificuldade para fazer cadastro no sistema Jaé. Apesar disso, dados do Painel do Sistema de Bilhetagem Digital do Jaé mostram que o uso de dinheiro já representa uma parcela mínima dos embarques na cidade. Entre janeiro de 2024 e maio de 2026, apenas 0,03% das viagens registradas no sistema foram pagas em espécie. Nessa terça-feira (12), a Prefeitura anunciou que, a partir do dia 30 de maio, os ônibus municipais deixarão de aceitar dinheiro como forma de pagamento. As mudanças também atingem as integrações tarifárias. O Bilhete Único Carioca e o Bilhete Único Margaridas vão passar a funcionar só pelo cartão Jaé preto ou pelo QR Code gerado no aplicativo do sistema. Na Central do Brasil, o professor Carlos Antunes criticou a mudança e disse que a medida deveria passar por maior debate com a população. "Às vezes a pessoa quer pagar ali com o dinheiro e a pessoa e vão tirar esse direito da população de ter um livre arbítrio de pagar a passagem como ela bem quiser. Então, por exemplo, se a pessoa não conseguir fazer o cartão, como que ela vai se locomover, como que ela vai andar num transporte público? Então eu acho que teria que, se for implantar isso, tem que ser, eu acho que, uma coisa que possa ser de opinião pública. Eu quero ter o Jaé ou não quero ter o Jaé, quero continuar pagando em dinheiro ou não. Não pode ser uma imposição." Já a secretária Sabrina Souza contou que já usa o Jaé, mas teme situações inesperadas, como perder o cartão e ficar sem alternativa para voltar para casa. "Pra mim já não faz mais diferença porque hoje eu fui para o Jaé. Mas se eu perder o meu cartão e tiver na rua e quiser voltar para casa, se eu tiver dinheiro, eu não vou poder acessar. Senão eu vou ter que ir atrás de um cartão, vou ter que ir atrás de um posto desses que vende, então por esse lado acaba sendo meio contramão, né?" De acordo com o Jaé, o cartão verde segue à venda nas bilheterias das estações do BRT e nas máquinas de autoatendimento. Quem já tem saldo nesse cartão vai poder continuar usando os créditos normalmente até acabarem. Já o passageiro que quiser manter o benefício da integração vai precisar criar uma conta no aplicativo do Jaé. Segundo o sistema, depois do cadastro feito pelo app, a integração já fica disponível imediatamente. A partir daí, o usuário pode pedir o cartão físico preto ou usar apenas a versão virtual. Nesse caso, o pagamento é feito por QR Code, gerado diretamente no aplicativo antes do embarque e apresentado no validador do ônibus. O Jaé informou que o QR Code vai funcionar como alternativa permanente ao cartão físico. Também é possível pagar a passagem de mais de uma pessoa usando o mesmo celular. Depois da primeira validação, o passageiro pode gerar um novo QR Code no aplicativo. Se houver saldo disponível, a nova passagem é liberada normalmente. Para quem prefere atendimento presencial, o Jaé informou que há máquinas de autoatendimento em estações de metrô da Barra e da Zona Sul. Entre os pontos estão Jardim Oceânico, Botafogo, Siqueira Campos, Cardeal Arcoverde, Flamengo, Nossa Senhora da Paz, General Osório, Jardim de Alah, Antero de Quental e São Conrado. Quem não tem celular ou tem dificuldade pra usar aplicativo, pode procurar um posto de atendimento do Jaé pra fazer o cadastro e solicitar o cartão preto. Os endereços estão disponíveis no site do sistema. A Prefeitura afirma que as mudanças fazem parte do processo de modernização do transporte público municipal. Segundo o município, a medida busca ampliar o controle da operação, aumentar a transparência do sistema, reduzir o tempo de embarque e eliminar o manuseio de dinheiro pelos motoristas.