Premiê britânico trocou mensagens com impostor que fingia ser chefe de gabinete de Trump, afirma site

O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, trocou mensagens com uma pessoa que se fazia passar pelo chefe de gabinete do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação foi divulgada pelo site americano Politico. Do outro lado, o governo britânico não quis comentar o caso. 'Não comentamos assuntos de segurança nacional', declarou o porta-voz do governo. O Politico noticiou que autoridades disseram que Burnham se comunicou com a pessoa que alegava ser Susie Wiles 'antes de suspeitar que o contato era ilegítimo' e afirmaram que apenas 'algumas mensagens' foram trocadas. A comunicação entre os dois teria ocorrido só através de mensagens, sem nenhuma ligação telefônica. 'Nenhuma mensagem significativa' foi trocada e as mensagens foram 'rapidamente reportadas às autoridades competentes' assim que foram consideradas suspeitas, disseram as fontes. Anteriormente, a rede de TV britânica BBC já havia noticiado uma investigação do FBI sobre a invasão do telefone de Wiles em maio do ano passado. Naquela ocasião, Wiles afirmou que seu telefone havia sido hackeado depois que um ou mais impostores usaram sua lista de contatos para enviar mensagens a outros altos funcionários dos EUA. A tentativa de fraude teve como alvo o telefone pessoal dela, não o telefone do governo, mas entre os destinatários estavam senadores, governadores e altos executivos de empresas dos EUA. Wiles é uma aliada de Trump e estava entre alvos da espionagem feita por ataques cibernéticos iranianos em 2024. Susie Wiles, chefe de gabinete da Casa Branca, ao lado de Donald Trump. Anna Moneymaker / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP Naquele ano, o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido confirmou que o então secretário de Relações Exteriores, David Cameron, havia sido vítima de um trote telefônico de alguém que se fazia passar pelo ex-presidente ucraniano Petro Poroshenko. Cameron também trocou algumas mensagens de texto com o impostor que se fazia passar por Poroshenko, que foi presidente da Ucrânia entre 2014 e 2019. Durante seu mandato como primeiro-ministro, Cameron teve diversos encontros com o líder ucraniano, incluindo reuniões em cúpulas internacionais. Andy Burnham na residência do primeiro-ministro britânico após discurso. JUSTIN TALLIS / AFP

Premiê britânico trocou mensagens com impostor que fingia ser chefe de gabinete de Trump, afirma site

O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, trocou mensagens com uma pessoa que se fazia passar pelo chefe de gabinete do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação foi divulgada pelo site americano Politico. Do outro lado, o governo britânico não quis comentar o caso. 'Não comentamos assuntos de segurança nacional', declarou o porta-voz do governo. O Politico noticiou que autoridades disseram que Burnham se comunicou com a pessoa que alegava ser Susie Wiles 'antes de suspeitar que o contato era ilegítimo' e afirmaram que apenas 'algumas mensagens' foram trocadas. A comunicação entre os dois teria ocorrido só através de mensagens, sem nenhuma ligação telefônica. 'Nenhuma mensagem significativa' foi trocada e as mensagens foram 'rapidamente reportadas às autoridades competentes' assim que foram consideradas suspeitas, disseram as fontes. Anteriormente, a rede de TV britânica BBC já havia noticiado uma investigação do FBI sobre a invasão do telefone de Wiles em maio do ano passado. Naquela ocasião, Wiles afirmou que seu telefone havia sido hackeado depois que um ou mais impostores usaram sua lista de contatos para enviar mensagens a outros altos funcionários dos EUA. A tentativa de fraude teve como alvo o telefone pessoal dela, não o telefone do governo, mas entre os destinatários estavam senadores, governadores e altos executivos de empresas dos EUA. Wiles é uma aliada de Trump e estava entre alvos da espionagem feita por ataques cibernéticos iranianos em 2024. Susie Wiles, chefe de gabinete da Casa Branca, ao lado de Donald Trump. Anna Moneymaker / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP Naquele ano, o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido confirmou que o então secretário de Relações Exteriores, David Cameron, havia sido vítima de um trote telefônico de alguém que se fazia passar pelo ex-presidente ucraniano Petro Poroshenko. Cameron também trocou algumas mensagens de texto com o impostor que se fazia passar por Poroshenko, que foi presidente da Ucrânia entre 2014 e 2019. Durante seu mandato como primeiro-ministro, Cameron teve diversos encontros com o líder ucraniano, incluindo reuniões em cúpulas internacionais. Andy Burnham na residência do primeiro-ministro britânico após discurso. JUSTIN TALLIS / AFP