Irã se preparava para atacar Israel após bombardeio contra Líbano, afirma NYT
O Irã estava se preparando para atacar Israel e suspender a assinatura de um acordo com os Estados Unidos depois que um ataque israelense perto de Beirute ameaçou inviabilizar as negociações diplomáticas de última hora, informou o jornal The New York Times, citando fontes oficiais. O principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse aos mediadores do Catar que Teerã planejava atacar Israel e suspender a assinatura do acordo, segundo o relatório. O presidente Donald Trump então interveio, afirmando para o Irã a se conter e prometendo que, uma vez assinado o acordo, Israel cessaria os ataques ao Líbano, acrescentou a reportagem. O relatório afirmou que o Catar mediou as mensagens entre Teerã e Washington durante as horas finais das negociações após o ataque, que o Irã considerou uma linha vermelha por ter como alvo o Líbano. Ghalibaf e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, viajarão a Genebra para assinar o acordo com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, acrescentou o relatório. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou em coletiva de imprensa que 'nenhum acordo é sustentável' caso a segurança do Líbano estiver ameaçada. No tratado de paz apresentado no domingo, Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo para encerrar de forma permanente as hostilidades no Oriente Médio, incluindo o Líbano. O memorando deve ser assinado na sexta-feira, em Genebra, na Suíça. No Líbano, o presidente Joseph Aoun e o líder do Movimento paramilitar Amal comemoraram a inclusão do território libanês nas negociações. Apesar disso, o Exército do Líbano pediu cautela aos moradores deslocados que pretendem voltar para vilarejos e cidades no sul do país. Porta-voz das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqaei. Divulgação Israel, por sua vez, afirmou que não vai se retirar das áreas ocupadas no sul do Líbano. Ministros da extrema direita em Israel criticaram o acordo e afirmaram que a campanha militar contra o Irã continuará de forma “criativa”. O anúncio do tratado teve forte repercussão internacional. China, Arábia Saudita, França, Reino Unido, Espanha, Jordânia e Emirados Árabes Unidos elogiaram o acordo e defenderam que ele garanta paz duradoura, segurança marítima e livre navegação no Estreito de Ormuz. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o Estreito de Ormuz será reaberto imediatamente depois da assinatura do acordo. A passagem é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás. Segundo informações da imprensa internacional, o documento prevê um cessar-fogo de 60 dias em todas as frentes, a reabertura do Estreito de Ormuz, o fim do bloqueio naval americano e a flexibilização gradual de sanções. Também há o compromisso de que o Irã não obtenha uma arma nuclear. As negociações sobre pontos mais sensíveis, como o programa nuclear iraniano, devem continuar pelos próximos 60 dias. A imprensa estatal iraniana afirma que o país não abrirá mão do controle sobre Ormuz nem do direito de enriquecer urânio. Já uma fonte do governo americano falou em desmantelamento do programa nuclear iraniano e manutenção do bloqueio a ativos congelados até que Teerã cumpra sua parte. Na economia, os mercados reagiram bem. As bolsas asiáticas fecharam em alta. No Japão, o índice Nikkei subiu mais de 5%. Na Europa, as bolsas também abriram em valorização, com altas em Frankfurt, Londres e Paris. O preço do petróleo caiu. O barril do tipo Brent recuou 5% e chegou a 82 dólares. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante discurso. Brendan SMIALOWSKI / AFP

O Irã estava se preparando para atacar Israel e suspender a assinatura de um acordo com os Estados Unidos depois que um ataque israelense perto de Beirute ameaçou inviabilizar as negociações diplomáticas de última hora, informou o jornal The New York Times, citando fontes oficiais. O principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse aos mediadores do Catar que Teerã planejava atacar Israel e suspender a assinatura do acordo, segundo o relatório. O presidente Donald Trump então interveio, afirmando para o Irã a se conter e prometendo que, uma vez assinado o acordo, Israel cessaria os ataques ao Líbano, acrescentou a reportagem. O relatório afirmou que o Catar mediou as mensagens entre Teerã e Washington durante as horas finais das negociações após o ataque, que o Irã considerou uma linha vermelha por ter como alvo o Líbano. Ghalibaf e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, viajarão a Genebra para assinar o acordo com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, acrescentou o relatório. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou em coletiva de imprensa que 'nenhum acordo é sustentável' caso a segurança do Líbano estiver ameaçada. No tratado de paz apresentado no domingo, Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo para encerrar de forma permanente as hostilidades no Oriente Médio, incluindo o Líbano. O memorando deve ser assinado na sexta-feira, em Genebra, na Suíça. No Líbano, o presidente Joseph Aoun e o líder do Movimento paramilitar Amal comemoraram a inclusão do território libanês nas negociações. Apesar disso, o Exército do Líbano pediu cautela aos moradores deslocados que pretendem voltar para vilarejos e cidades no sul do país. Porta-voz das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqaei. Divulgação Israel, por sua vez, afirmou que não vai se retirar das áreas ocupadas no sul do Líbano. Ministros da extrema direita em Israel criticaram o acordo e afirmaram que a campanha militar contra o Irã continuará de forma “criativa”. O anúncio do tratado teve forte repercussão internacional. China, Arábia Saudita, França, Reino Unido, Espanha, Jordânia e Emirados Árabes Unidos elogiaram o acordo e defenderam que ele garanta paz duradoura, segurança marítima e livre navegação no Estreito de Ormuz. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o Estreito de Ormuz será reaberto imediatamente depois da assinatura do acordo. A passagem é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás. Segundo informações da imprensa internacional, o documento prevê um cessar-fogo de 60 dias em todas as frentes, a reabertura do Estreito de Ormuz, o fim do bloqueio naval americano e a flexibilização gradual de sanções. Também há o compromisso de que o Irã não obtenha uma arma nuclear. As negociações sobre pontos mais sensíveis, como o programa nuclear iraniano, devem continuar pelos próximos 60 dias. A imprensa estatal iraniana afirma que o país não abrirá mão do controle sobre Ormuz nem do direito de enriquecer urânio. Já uma fonte do governo americano falou em desmantelamento do programa nuclear iraniano e manutenção do bloqueio a ativos congelados até que Teerã cumpra sua parte. Na economia, os mercados reagiram bem. As bolsas asiáticas fecharam em alta. No Japão, o índice Nikkei subiu mais de 5%. Na Europa, as bolsas também abriram em valorização, com altas em Frankfurt, Londres e Paris. O preço do petróleo caiu. O barril do tipo Brent recuou 5% e chegou a 82 dólares. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante discurso. Brendan SMIALOWSKI / AFP

Comentários (0)
Comentários do Facebook