Acordo entre EUA e Irã prevê 60 dias para discussões sobre energia nuclear, afirma site

O memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã, que o presidente americano, Donald Trump, espera que seja assinado em breve, prevê a reabertura imediata do Estreito de Ormuz sem pedágio e a concessão de alívio das sanções ao Irã caso este cumpra o acordo. Apesar disso, do lado iraniano, a agência de notícias IRNA informou que a gestão 'será decidida a nível regional através do diálogo e do processo conjunto Irã-Omã'. A informação foi divulgada pela Axios, citando um diplomata de um dos países mediadores e uma fonte americana. O memorando estenderia o cessar-fogo por 60 dias, inclusive no Líbano, período durante o qual seriam realizadas negociações nucleares. O texto inclui uma estrutura para lidar com o estoque de urânio enriquecido do Irã, embora qualquer ação em relação ao programa nuclear dependa de um segundo acordo, mais detalhado. A fonte confirmou que 'os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo sobre o texto' na noite passada, embora tenha reconhecido que o acordo ainda precisa de uma assinatura final. O acordo foi aprovado pelo lado iraniano em alto nível na noite de quarta-feira (10), após horas de negociações entre o mediador catariano Ali Al-Thawadi e o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi. Durante as negociações em Teerã, Al-Thawadi conversou diversas vezes por telefone com os enviados de Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner. O memorando pode ser assinado já neste domingo em Genebra, informaram as agências de notícias Reuters e a Bloomberg. A fonte disse à Reuters que o texto do memorando ainda está sendo finalizado e que o Irã mantém sua posição firme de que o acordo também deve pôr fim aos combates no Líbano. O objetivo é finalizar a redação até sábado para que o acordo possa ser assinado pelo vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, e pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammed Ghalibaf. O local ainda não foi definido, mas Genebra é considerado como o mais provável. Trump suspendeu ataques nessa quinta (11) Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante discurso. Brendan SMIALOWSKI / AFP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que cancelou os ataques contra o Irã programados para esta noite. Trump disse ter decidido pelo cancelamento após negociadores chegarem a um consenso sobre "pontos finais" do acordo para o fim da guerra no Oriente Médio. O presidente norte-americano não deixou claro, no entanto, se houve consenso também com o Irã. Quando citou as partes envolvidas nas negociações não mencionou o país persa. Na publicação, Trump ainda disse que a "transação" do acordo foi finalizado e que "data e local" da assinatura serão anunciados em breve. Ele disse também que as conversas foram levadas "ao mais alto nível da liderança iraniana" e alertou que o bloqueio naval vai permanecer em vigor até que o acordo seja efetivamente assinado. Enquanto isso, minutos após a fala do republicano, o Irã afirmou que o país ainda não aprovou nenhum acordo, e frisou que nenhum texto para o memorando de entendimento inicial com os Estados Unidos avançou, segundo a agência de notícias iraniana Fars. As declarações acontecem em meio a uma escalada do conflito. Desde terça-feira, Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques, mesmo sob um acordo de cessar-fogo assinado por ambas as partes. A nova escalada começou após a queda de um helicóptero militar das forças norte-americanas cair durante um sobrevoo na região do Estreito de Ormuz. Após o episódio, Trump acusou o Irã de ter atacado a aeronave e disse que teria de revidar. Na mesma noite, os Estados Unidos bombardearam sistemas de defesa no território iraniano e radares em Ormuz. O Irã revidou com ataques a bases americanas do Golfo Pérsico. Após as ofensivas, o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz e disse que a escalada complicou ainda mais as conversas por um acordo de paz, além de tornar o cessar-fogo atualmente em vigor "sem sentido".

Acordo entre EUA e Irã prevê 60 dias para discussões sobre energia nuclear, afirma site

O memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã, que o presidente americano, Donald Trump, espera que seja assinado em breve, prevê a reabertura imediata do Estreito de Ormuz sem pedágio e a concessão de alívio das sanções ao Irã caso este cumpra o acordo. Apesar disso, do lado iraniano, a agência de notícias IRNA informou que a gestão 'será decidida a nível regional através do diálogo e do processo conjunto Irã-Omã'. A informação foi divulgada pela Axios, citando um diplomata de um dos países mediadores e uma fonte americana. O memorando estenderia o cessar-fogo por 60 dias, inclusive no Líbano, período durante o qual seriam realizadas negociações nucleares. O texto inclui uma estrutura para lidar com o estoque de urânio enriquecido do Irã, embora qualquer ação em relação ao programa nuclear dependa de um segundo acordo, mais detalhado. A fonte confirmou que 'os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo sobre o texto' na noite passada, embora tenha reconhecido que o acordo ainda precisa de uma assinatura final. O acordo foi aprovado pelo lado iraniano em alto nível na noite de quarta-feira (10), após horas de negociações entre o mediador catariano Ali Al-Thawadi e o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi. Durante as negociações em Teerã, Al-Thawadi conversou diversas vezes por telefone com os enviados de Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner. O memorando pode ser assinado já neste domingo em Genebra, informaram as agências de notícias Reuters e a Bloomberg. A fonte disse à Reuters que o texto do memorando ainda está sendo finalizado e que o Irã mantém sua posição firme de que o acordo também deve pôr fim aos combates no Líbano. O objetivo é finalizar a redação até sábado para que o acordo possa ser assinado pelo vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, e pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammed Ghalibaf. O local ainda não foi definido, mas Genebra é considerado como o mais provável. Trump suspendeu ataques nessa quinta (11) Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante discurso. Brendan SMIALOWSKI / AFP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que cancelou os ataques contra o Irã programados para esta noite. Trump disse ter decidido pelo cancelamento após negociadores chegarem a um consenso sobre "pontos finais" do acordo para o fim da guerra no Oriente Médio. O presidente norte-americano não deixou claro, no entanto, se houve consenso também com o Irã. Quando citou as partes envolvidas nas negociações não mencionou o país persa. Na publicação, Trump ainda disse que a "transação" do acordo foi finalizado e que "data e local" da assinatura serão anunciados em breve. Ele disse também que as conversas foram levadas "ao mais alto nível da liderança iraniana" e alertou que o bloqueio naval vai permanecer em vigor até que o acordo seja efetivamente assinado. Enquanto isso, minutos após a fala do republicano, o Irã afirmou que o país ainda não aprovou nenhum acordo, e frisou que nenhum texto para o memorando de entendimento inicial com os Estados Unidos avançou, segundo a agência de notícias iraniana Fars. As declarações acontecem em meio a uma escalada do conflito. Desde terça-feira, Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques, mesmo sob um acordo de cessar-fogo assinado por ambas as partes. A nova escalada começou após a queda de um helicóptero militar das forças norte-americanas cair durante um sobrevoo na região do Estreito de Ormuz. Após o episódio, Trump acusou o Irã de ter atacado a aeronave e disse que teria de revidar. Na mesma noite, os Estados Unidos bombardearam sistemas de defesa no território iraniano e radares em Ormuz. O Irã revidou com ataques a bases americanas do Golfo Pérsico. Após as ofensivas, o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz e disse que a escalada complicou ainda mais as conversas por um acordo de paz, além de tornar o cessar-fogo atualmente em vigor "sem sentido".